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ArCênico: O amor em uma ponte londrina

O dramaturgo Sérgio Roveri estreia a peça 'O Encontro das Águas' no Brighton Fringe Festival, na Grã-Bretanha, no final de maio. A montagem é de uma companhia londrina, a Inner Six, e deve dar o que falar

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2020 | 03h00

A vida é muito incerta e assim como a morte o amor pode surgir de forma inusitada. Uma amiga diz que você combina com fulana e precisa conhecê-la, uma trombada em outro ser humano no metrô ou um encontro debaixo de uma ponte em Londres. Sim, sim, esta seria uma forma mais surpreendente. Mas foi assim que o dramaturgo Sérgio Roveri decidiu situar a peça O Encontro das Águas, que estreia no Brighton Fringe Festival, na Grã-Bretanha, no final de maio. A montagem é de uma companhia londrina, a Inner Six, e deve dar o que falar.

SEMPRE O AFETO 

O Encontro das Águas – na versão inglesa ficou Where the River Meets the Sea – aborda várias descobertas: a descoberta do afeto, da perda, da amizade, de um amor que não teve tempo de amadurecer e também a descoberta da sexualidade do outro. E todas se dão no encontro em uma ponte da capital inglesa, em meio ao trânsito, dos personagens Marcelo (Althyr Pivatto) e Apolônio (Gabriel Scortia). O primeiro chegou ali para se matar e encontra o segundo, um misterioso morador de rua. “É um texto poético e metafórico, mas traduz a força necessária para que, num mundo ainda hostil em relação a muitas conquistas sociais, as pessoas possam ser vistas como dignas do amor e do respeito que merecem”, diz o dramaturgo. É a primeira vez que o texto será montado fora do Brasil. Mas Roveri já tem outras experiências internacionais. Em Portugal foram encenadas as peças Aberdeen (em duas montagens diferentes) e A Coleira de Bóris. Na Colômbia foi montado o Andaime.  

 

JUSTIÇA EMPAREDADA 

E vem a calhar a nova montagem da diretora Malú Balzán, A Pane, do dramaturgo suíço Friedrich Dürrenmatt. Não é para menos. O assunto é justiça, pauta diária da imprensa. Só que aos olhos do autor, uma justiça emparedada. “É a minha primeira direção de um texto clássico, mas tem sido como um retorno a um lugar que eu já conhecia”, diz a diretora. “A peça, como um texto de uma outra época, tem uma forma de ampliar a metáfora impressionante, em vez da fala de hoje em que simplesmente se reproduz a palavra.” No elenco, um time de feras: Antonio Petrin, Heitor Goldflus, Oswaldo Mendes e Roberto Ascar com Cesar Baccan e Marcelo Ullmann. Estreia dia 27 no Sesc Santana, onde fica em cartaz até 3 de maio. Segue para o Tusp, na Maria Antonia, onde será exibida durante todo o mês de maio.

Três perguntas para...

Lavínia Pannunzio (atriz, pratica a alteridade)

1. Qual é o seu motto?

Meu motto é ter um bom impulso e manter as asas fortes.

2. Se não fosse atriz, o que faria?

Migraria para dentro da floresta.

3. Como gostaria de morrer em cena?

Gostaria de morrer em cena fulminada por uma epifania.

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