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Arcênico: Musical leva Dickens ao teatro

Filha de Giovana Póvoas interpreta a personagem Violeta Landless

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2017 | 02h00

Charles Dickens está chegando ao teatro em formato de musical, com a trama baseada em seu livro inacabado O Mistério de Edwin Drood. Mais exatamente a Curitiba, dia 29 de julho, para duas apresentações iniciais no Teatro José Maria Santos, para depois fazer temporada em setembro no auditório do Guairinha. Na direção e também no elenco está uma boa filha de peixe, a atriz e bailarina Giovana Póvoas, que não nega sua origem na voz e no gingado. Filha de Daniela Mercury, a jovem criou sua companhia, Projeto Broadway, e tenta levar para o sul do País uma cultura de musicais de qualidade. Na peça, Giovana interpreta a personagem Violeta Landless, uma das suspeitas de assassinato na trama.

FESTIVAL DE LUANDA TEM PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA

O Coletivo Negro, de São Paulo, será um dos representantes brasileiros no Festival Internacional de Teatro do Cazenga, em Angola, de 5 a 16 de julho. O espetáculo chama-se Revolver, tem direção de Aysha Nascimento e conta a história do encontro de dois homens no fim dos tempos, Kizúa e Izô (os atores Flávio Rodrigues e Raphael Garcia), em torno da última árvore do planeta - um baobá -, em uma terra devastada pela falta de memória, por injustiças e uma sequência de golpes políticos. Poesia pura.

BRASIL E MÉXICO EM COPRODUÇÃO TEATRAL

Estreia amanhã a peça Inexistência, direção de Daniel Alves Brasil, uma parceria entre a companhia brasileira Refinaria Teatral e a mexicana Perspectiva Escénica. Ambas têm em comum pesquisas a partir dos métodos de Artaud, Grotowski e o teatro físico. Amanhã, apresentação gratuita às 20h no teatro do CEU Inácio Monteiro, em Cidade Tiradentes, sábado na sede do Refinaria Teatral, na Vila Aurora, e domingo no Galpão do Folias as sessões serão pagas.

INVASÃO COREANA NA COZINHA DO SESC

O espetáculo vietnamita À Ö Lang Phô - O Vilarejo e a Cidade, que vai abrir o Circos - Festival Internacional de Circo 2017, acabou sendo inspirador para o restaurante do Sesc Vila Mariana, que sediará o evento. Foram incluídos três pratos vietnamitas no cardápio para homenagear aquele país - e certamente um deleite para os fãs da culinária oriental. A máxima pão e circo está valendo o dobro.

BRAGUINHA CHEGA EM FORMA DE MUSICAL

João de Barro, conhecido como Braguinha (1907-2006), chega ao palco do Sesc Ipiranga dia 25 como tema de um musical baseado em suas composições para a coleção Disquinho. São histórias como A Cigarra e a Formiga e Festa no Céu encenadas pela Cia Coisas Nossas de Teatro, que tem focado sua pesquisa cênica na vida e obra de grandes compositores brasileiros, como Noel Rosa e Vinicius de Moraes. Braguinha é autor de mais de 400 músicas, muitas delas ao lado de seus parceiros Noel Rosa e Almirante. Para fazer jus ao talento do compositor de Chiquita Bacana e letrista de Carinhoso, musicada por Pixinguinha, a trupe reuniu várias histórias criadas ou musicadas por ele para a Disquinho. A montagem fica em cartaz até 30 de julho.

3 PERGUNTAS PARA

Guilherme Weber, ator e diretor, curador do Festival de Curitiba.

1. O que é ser ator?

É ser guardião da linguagem.

2. Com qual personagem se parece?

Winnie, de Dias Felizes, de Samuel Beckett. Meu otimismo e capacidade de encantamento são imbatíveis como os dela.

3. Qual peça foi uma revelação?

Mary Stuart, de Denise Stoklos. Assisti garoto, em Curitiba, no Guairão lotado. E aquela epifania está viva na minha memória para sempre.

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