Zarella Neto/Divulgação
Zarella Neto/Divulgação
Imagem João Wady Cury
Colunista
João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
Conteúdo Exclusivo para Assinante

ArCênico: Memória radioativa no palco

Pouco mais de 30 anos depois do acidente radioativo de Goiânia, em setembro de 1987, o césio-137 continua na lembrança que a arte arrasta para o palco

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

15 Novembro 2018 | 02h00

Memória radioativa no palco

Pouco mais de 30 anos depois do acidente radioativo de Goiânia, em setembro de 1987, o césio-137 continua na lembrança que a arte arrasta para o palco. Void é a peça que trata da memória sobre este fato e suas consequências: quatro mortos, mais de 100 pessoas gravemente feridas e milhares afetadas. No palco e na direção Alvise Calmozzi ficciona a história sobre o ‘brilho da morte’, como ficou conhecido o elemento radioativo. Estreia dia 29 e fica em cartaz até 23 de dezembro no Sesc Avenida Paulista.

BRILHO SEM JUÍZO  

O caso dos catadores de lixo que encontraram material radioativo começou em uma clínica de tratamento de câncer em Goiânia e levou o Brasil à fama mundial. Péssimo exemplo, um dos maiores acidentes do tipo da história. A peça tem codireção de Beatriz Sayad, dramaturgia de Letizia Russo. Vale atenção para o desenvolvimento dos sistemas interativos, criados pelo compositor Daniel Maia e a iluminação de Guilherme Bonfanti — o ‘brilho da morte’ é dono de um verde cativante e o deslumbre das pessoas com sua intensidade levou a todo o problema.  

 

CAMBURÃO NEGREIRO 

Todo Camburão Tem um Pouco de Navio Negreiro é a montagem cearense que terá passagem relâmpago por São Paulo no meio do feriadaço que começa hoje e vai até terça, 20. A Caixa Cultural comemora o Dia da Consciência Negra com a peça da trupe Nóis de Teatro, de Fortaleza. A partir da figura de um jovem, Natanael, discute a perseguição e a criminalização de jovens negros na periferia de grandes cidades. A direção é de Murillo Ramos, com dramaturgia de Altemar Di Monteiro.

 

 

ZÉ CELSO NO TRONO

O diretor do Teatro Oficina, José Celso Martinez Corrêa, será entrevistado pelo jornalista Nelson de Sá em 28 de novembro, quarta, às 20h, para o Bastidores em Cena, com interação do público e interpretação em libras. Falará sobre sua carreira no teatro e a profissão de ator por duas horas. Bem, no mínimo, conhecendo-se Zé Celso — que ainda conseguiu o feito de, pela primeira vez, a atividade ser transferida do Itaú Cultural para a sede do Teatro Oficina. Pompa pouca é bobagem. Proporcionar aos alunos a possibilidade de atuar em um filme é muito positivo. 

  

ATUAÇÃO NA LATA 

No mesmo dia 28, às 19h, no Tusp, na Rua Maria Antonia, Ney Piacentini lança seu livro, O Ator Dialético (Hucitec Editora), escrito a partir de sua dissertação de doutorado, defendida recentemente na Universidade de São Paulo. Ator e professor de atuação teatral, Piacentini aborda os 20 anos de trabalho junto à Companhia do Latão, do qual é um dos fundadores. O ator tem 40 anos de carreira e participação em mais de 50 montagens. O grupo apresentará trechos de peças após o lançamento do livro.

Mais conteúdo sobre:
teatro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.