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ArCênico: ‘K.I.’ leva Dostoievski ao palco

A peça chama-se 'K. I'. e chega ao palco do Sesc Ipiranga

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2017 | 03h00

Katerina Ivanovna é daquelas personagens miseráveis de Crime e Castigo, de Dostoievski, como somente o escritor russo tinha capacidade de criar. Maltratada pelo primeiro marido, casa-se com Marmeladov, um bêbado que morre e a deixa sem dinheiro e com filhos – Katerina acaba por instigar uma das filhas a se prostituir para lhe dar dinheiro. A peça chama-se K. I. e chega ao palco do Sesc Ipiranga inspirada na personagem justamente no momento em que Katerina servirá um jantar pelo funeral de seu marido. O monólogo é levado pela atriz Ondina Clais, com direção de Ruy Cortez. Estreia em 13 de outubro. E, se for fiel à atormentada Katerina, a peça é promessa de fortes emoções

FESTIVAL CHINÊS LEVA OUTRO GRUPO BRASILEIRO

Depois do grupo Sobrevento, agora é a vez de mais uma companhia brasileira seguir para a China na segunda quinzena de outubro. Desta vez é a Armazém Companhia de Teatro, liderada pelo diretor Paulo de Moraes e pela atriz Patricia Selonk, que encabeça o elenco da peça A Marca da Água (Water Stain). Vão participar do Wuhzen International Theatre Festival, na província de Zhejiang. A montagem volta rapidamente ao cartaz no Rio de Janeiro de 7 a 15 de outubro, na Fundição Progresso, para uma curta temporada e depois segue para a Ásia. Se estiver no Rio, vale assistir à peça – e por um bom motivo. É a mesma montagem que, em 2013, recebeu o Fringe First Award, durante o Festival de Edimburgo, na Escócia, um dos mais prestigiados eventos das artes cênicas no mundo. 

 

PARA ZÉLIA E JORGE COM MUITO AMOR

A atriz Luciana Borghi começa a viver, a partir de amanhã, 29, um belo desafio: encarna a escritora Zélia Gattai em uma curta temporada de um mês no teatro Décio de Almeida Prado, no Itaim Bibi. Na Casa do Rio Vermelho – O Amor de Zélia e Jorge é uma peça escrita e dirigida por Renato Santos a partir de uma série de fatos narrados por amigos e parentes do casal de escritores, boa parte deles passados na casa em que moraram em Salvador. O que costura a peça são as músicas, escolhidas a dedo. Detalhe: além das histórias, Luciana escolheu nove músicas para cantar em homenagem ao casal, mas especialmente para Zélia, que tinha predileção pelas guarânias.

  

TEATRO QUE OFUSCA NOSSOS OLHOS

Está chegando às livrarias uma obra de peso, literalmente, quase 400 páginas: Théâtre du Soleil – Os Primeiros Cinquenta Anos, de Béatrice Picon-Vallin, professora e pesquisadora de teatro na Soubonne Nouvelle – Paris 3. A obra fala sobre o teatro criado por Ariane Mnouchkine, destrincha seu método de trabalho e sua trajetória. Editado pela Perspectiva e Sesc Editora, custa R$ 129.

TRÊS PERGUNTAS PARA...

Helena Ignez, Atriz e diretora, faz tai chi chuan nas horas livres

1. Por que teatro?

Sempre teatro. Desde o começo. A primeira relação com a arte. Atriz de teatro.

2. O que é ser atriz?

Ter a necessidade de viver outras vidas intensamente. Grandes atrizes são tímidas na vida e feras em cena.

3. Como gostaria de morrer em cena?

Como a atriz Cacilda Becker, durante uma apresentação.

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