Araquém e o flerte com a vertigem

"Araquém nos mostra que fotografar é flertar com vertigens" - escreve o crítico Eder Chiodetto no texto que abre o novo livro, inédito, do fotógrafo, a ser lançado dia 8, às 19 horas, na Livraria da Vila da Alameda Lorena, nº 1.731.

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2010 | 00h00

Desta vez, Araquém, conhecido como um dos pioneiros da chamada "fotografia de natureza" - já são referência numa trajetória de 40 anos seus trabalhos sobre a Amazônia e o Pantanal - reúne em Araquém Alcântara: Fotografias (Ed. TerraBrasil) uma pesquisa recente (dos últimos dois anos), realizada em preto e branco.

O "andarilho", o fotógrafo mesmo já se definiu, nos apresenta 81 imagens que clicou por todo o Brasil - há a força da natureza em árvores, rios e paisagens registradas; de animais, como na impressionante imagem de um cavalo que se levanta contra uma tempestade; dos retratos singelos ou diretos de brasileiros de cidades, florestas e tantos outros lugares de Norte a Sul do País.

Entretanto, há algo de novo nas fotografias de Araquém Alcântara, uma certa atração pelo limiar da quase abstração, da evanescência em certos momentos - uma imagem entre névoas. Como afirma o crítico, o fotógrafo passa por um "momento de autorreflexão". No evento, dia 8, Araquém também lança a reedição de seu clássico TerraBrasil, de 1998.

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