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Tiago Queiroz/Estadão
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Aprendiz de samurai

Sabrina Sato, a japinha mais sexy do Brasil, realiza o sonho de ser estrela de filme com 'O Concurso'

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2013 | 02h17

Suas marcas são o riso franco e a ingênua perversidade que lhe permite dizer as maiores impropriedades impunemente - como uma criança travessa que passeasse pelas páginas do Kama Sutra, sem saber do que se trata. Sabrina Sato sabe. Ela é muito mais bela ao vivo do que na TV e no cinema - como agora em O Concurso, que toma de assalto (serão 400 salas) os cinemas do País. Mas não é a Sabrina travessa. Olhem a cara na foto - brava e perigosa. Uma mulher armada duplica os perigos do homem. Na comédia de Pedro Vasconcellos, ela faz Martinha.

Atiradora de facas, persegue seu objeto de desejo e o intima a concretizar o sexo frustrado quando eram adolescentes. A frase é grosseira - "Me come ou te mato". E, para torná-la mais convincente, Sabrina, ou a personagem, enfia a faca no pescoço de Rodrigo Pandolfo. Na vida real, ela jura que jamais fez nem fará isso. "Nunca fui de me declarar para homem algum", conta. E acrescenta que, contra todas as evidências, é tímida. "Me põe num palco e eu me solto. A dois, ali no cantinho, eu travo."

Sabrina Sato teve uma passagem pelo BBB, mas não precisou da máquina de fazer celebridades que é a Globo para virar objeto de desejo dos machos brasileiros. Bastou-lhe a irreverência do Pânico e algumas páginas despidas na Playboy. Ela conta que não faltaram convites para fazer cinema antes. Não se sentia segura. Como na vida, protegida pela família, na TV e no cinema ela também precisa da equipe para resguardá-la. Sozinha, não deslancha. "Hebe, Dercy Gonçalves, isso não existe mais." O carinho do diretor e do ator com quem faz par - Pandolfo é o filho gay de Minha Mãe É uma Peça - foram essenciais.

Há uma Sabrina Sato de antes e depois do Big Brother. Antes, era riponga e vendia artesanato num cursinho pré-vestibular. Depois, "virei essa perua" e aponta para o próprio corpo, o vestido (Balmain) que brilha mais que noite estrelada, o salto tão alto que ela aumenta uns 20 centímetros. Sabrina sente falta de alguma coisa da fase riponga? "Sim, das minhas sandálias franciscanas." É moça de família - e uma explosiva mistura de pai libanês com mãe japonesa e avô suíço. A mãe e a irmã a acompanham na entrevista. A irmã, Karina, é advogada, cuida da parte jurídica de Sabrina e está grávida de três meses. "Vou ser a madrinha", anuncia, feliz, a estrela. O sobrinho vai se chamar Felipe, como o pai e o avô. Felipe III.

Pequenina, já queria ser atriz. "Procura no YouTube 'Sabrina Sato criança' e você vai ver imagens minhas gravadas por meu pai quando eu tinha cinco anos. Karina era mais bonita, mas não gostava de aparecer. O pai queria filmá-la, mas eu me metia no meio. Dizia que ia ser atriz de cinema e TV e que a Karina seria minha empresária." A realidade atual não é muito diferente do que Sabrina sonhava e ela põe a família toda para trabalhar. O irmão caçula é empresária, a irmã, como já foi dito, assessora jurídica.

Como o riso franco, a pinta na testa - que ela chama, com malícia, de "meu pintão" - é outra marca. Sabrina pensou em retirá-la, mas a mãe, supersticiosa, a demoveu da intenção. "Não se mexe em time que está ganhando." O papel tem muito dela, tanto que Sabrina nem parece estar interpretando, mas chegou a treinar para atirar facas. "Tem de saber, se a gente não atira direito, o cabo bate na parede." Ela adorou o figurino, "essa coisa de circo". Neste filme e no seguinte, que faz na O2 - Aprendiz de Samurai, o título tem tudo a ver com ela -, os papéis não são de protagonista. O Concurso é sobre os quatro finalistas para o concurso de juiz federal. Só um vai ganhar o cargo. Como em Se Beber Não Case, os caras caem na noite do Rio, levados por um carioca típico (Danton Mello), e a confusão está formada. À simples menção da comédia com Bradley Cooper, Sabrina reage - "Entrevistei o elenco do terceiro. Está no YouTube."

Tudo o que ela faz vai parar no YouTube, sua burrice, que não é burrice, mas esperteza. Sabrina mantém o sotaque caipira. Diz que já fez até análise para saber se criou uma persona ou uma personagem. No fundo, para saber quem é. Conta rindo que quase deixou seu analista louco. "Ele diz que eu preciso de um pouco de drama", e ri mais ainda. A atiradora de facas nega que esteja assinando para um programa só dela na Band. "Preciso dos meus amigos e parceiros", anuncia. Embora perua, curte prazeres simples. E só namora caras conhecidos, com quem tem familiaridade. Adora um cineminha. Mas como Sabrina Sato consegue ir incógnita ao cinema? "Vou de tarde, tem sessões em que não tem ninguém na sala. A gente pode ir e fazer o que quiser." A proposta é tentadora. E, ao contrário do filme, Sabrina não precisaria colocar a faca no pescoço de ninguém para sua "singela" diversão no escurinho.

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