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Após última Helena, Maneco planeja versão de Bovary lusitana

Sabidamente cansado do volume de trabalho demandado por uma novela, Manoel Carlos concordou em escrever a próxima das 9 na Globo fazendo daí sua última Helena, em troca de outro pedido à direção da emissora. Após o folhetim, seu plano é colocar em prática um projeto que já dura 12 anos. Trata-se da adaptação de Vale Abraão, da escritora portuguesa Agustina Bessa-Luís, que vem a ser uma das tantas versões de Madame Bovary, o clássico de Gustave Flaubert. "Madame Bovary é meu romance predileto - na vida!", disse ao Estado um entusiasmado Maneco, ainda às voltas com os primeiros capítulos de Em Família, seu último folhetim.

Cristina Padiglione, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2013 | 02h09

"O compromisso da Globo comigo é que eu faça uma minissérie que eu pedi para comprar os direitos. Quando eu morava em Nova York, em 2001, fui a uma livraria para ver se tinha alguma coisa em português e só tinha Jorge Amado em espanhol, Guimarães Rosa em espanhol... E tinha alguns livros de Portugal. Um deles me chamou atenção: o Vale Abraão, da Agustina Bessa-Luís, uma extraordinária escritora portuguesa, que está viva. Quando li a contracapa, era uma verão de Madame Bovary, que ela tirou de Paris e da província francesa e botou em Lisboa, na província portuguesa. Li numa noite. Telefonei e falei com o Ary Nogueira (diretor que na época negociava contratos), eles entraram em contato e compraram os direitos para que eu adaptasse. Isso vem desde lá e eu não consigo encaixar na agenda. Mas aí aproveitei que eles queriam uma novela e falei: 'mas depois... vem a minha série!".

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