Após roubo, Masp anuncia novas medidas de segurança

Segundo um comunicado, a Polícia Militar ficará encarregada de vigiar a parte externa do museu

REUTERS

27 de dezembro de 2007 | 15h38

Após ter dois valiosos quadrosroubados de seu acervo na semana passada, o Museu de Arte deSão Paulo (Masp) divulgou novas medidas de segurança nestaquinta-feira, como a instalação de câmeras de alta resolução epoliciamento ampliado. Segundo um comunicado, a Polícia Militar ficará encarregadade vigiar a parte externa do museu, com o revezamento entre umacabine de vigilância na frente do Parque Trianon e de umaviatura no vão livre do Masp. Foi anunciado também que a PM implantará uma base fixa nacalçada do parque, "com funcionamento 24 horas por dia e 365dias por ano, em posição que permita a melhor visualização doacesso principal do Museu", segundo a nota. Além disso, a prefeitura vai instalar "câmeras delongo-alcance e alta resolução para operação conjunta daspolícias estadual e municipal". Ainda segundo o comunicado, a direção do museu acionou aspolícias Civil, Militar e Federal, além da Interpol e dosMinistérios da Cultura e das Relações Exteriores, quenotificaram "portos, aeroportos, museus e galerias do Brasil ede outros 183 países, visando, além da recuperação das obras, oimpedimento legal da comercialização" das obras. Um quadro do pintor espanhol Pablo Picasso e outro dobrasileiro Cândido Portinari foram roubados na madrugada do dia20 de dezembro do Masp. Foram furtadas as telas "Retrato de Suzanne Bloch",concluída por Picasso em 1904, e "O Lavrador de Café", entreguepor Portinari em 1939. Segundo o museu, as obras eram duas dasprincipais do seu acervo. O Masp informou anteriormente que o museu será reabertoapenas em 8 de janeiro para a realização de investigações eperícia. (Por Sérgio Spagnuolo)

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