Após reforma, Teatro Colón reabre hoje na Argentina

Foram necessários sete anos de árduo trabalho de reformas, diversos adiamentos, trocas de planos e uma miríade de greves e controvérsias políticas. Mas, finalmente, o Teatro Colón - a maior sala de ópera da América Latina e a primeira em qualidade acústica do planeta - reabrirá suas portas. A reinauguração ocorrerá hoje, véspera da data nacional do 25 de maio, que neste ano marca o bicentenário da Revolução de Maio, início do processo de independência da Argentina. Para a festa, o Colón receberá 2.400 convidados especiais, entre eles intelectuais, representantes da classe política, o empresariado, além do corpo diplomático em peso.

AE, Agência Estado

24 de maio de 2010 | 09h44

A apresentação da reinauguração - o primeiro ato da ópera "La Bohème", de Giacomo Puccini, e trechos do balé "O Lago dos Cisnes", de Pyotr Illyich Tchaikosvky - será transmitida pelo canal de TV Trece para todo o país. Nessa noite de gala, a Orquestra Filarmônica de Buenos Aires será dirigida pelo maestro Javier Logioia Orbe. Espera-se que 60 mil portenhos assistam a tudo do lado de fora do teatro, em imensos telões estrategicamente posicionados.

Ao longo deste ano, o Colón contará com figuras de peso mundial, como os maestros Zubin Metha (que regerá a Filarmônica de Munique) e Daniel Barenboim (com a orquestra e coro do Scalla de Milão). O violoncelista Yo Yo Ma, acompanhado pela pianista Kathryn Scott, abrirá o ciclo internacional no dia 11 de junho. No total, as estrelas estrangeiras realizarão oito concertos até dezembro. O ciclo nacional, com a orquestra do Colón, começa seu ciclo de 18 concertos no dia 3 de junho.

Obras

As obras implicaram no trabalho de uma equipe de 1.500 pessoas que reformaram 60 mil metros quadrados do Colón. No total, o governo da cidade de Buenos Aires desembolsou US$ 90 milhões para realizar a maior reforma da História do teatro, que, em 102 anos de vida, só havia passado por duas reciclagens parciais.

As obras tiveram início em 2003, e a ideia original era concluir a reforma em 2008, ano do centenário do Colón. Mas os confrontos políticos e trocas de planos sobre as obras atrasaram os projetos. O prefeito Maurício Macri decidiu colocar uma nova data: 2010, ano do bicentenário da Revolução de Maio. As informações são do Jornal da Tarde.

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