Após polêmica com Bjork, China endurece com artista estrengeiro

A China vai proibir a entrada dequaisquer artistas do exterior, Hong Kong e Taiwan que jáparticiparam de atividades que "ameaçam a soberania nacional",disse o governo chinês na quinta-feira, após uma manifestaçãoda cantora islandesa Bjork. No início do ano Bjork gritou "Tibet! Tibet!" num concertoem Xangai, depois de cantar sua música "Declare Independence",que ela já usara no passado para promover movimentos deindependência em outros lugares, como o Kosovo. A China governa o Tibet com mão de ferro desde que suastropas entraram na região do Himalaia em 1950, e Pequim condenaimediatamente qualquer contestação a sua autoridade sobre aregião. "Qualquer indivíduo ou grupo artístico que em algum momentoparticipou de atividades que ameaçam nossa soberania nacionalnão será autorizado a ingressar no país", disse o Ministério daCultura em comunicado postado em seu site (www.ccnt.com.cn). Durante apresentações artísticas, artistas que "ameaçam aunidade nacional", "incitam ao ódio étnico", "violam a políticareligiosa ou as normas culturais" ou "advogam a obscenidade ouo feudalismo e as superstições" também terão sua entrada nopaís proibida, segundo as normas anunciadas. Além das novas regras anunciadas, Pequim proibiu arealização de festivais pop e endureceu as exigências para aaprovação de eventos ao ar livre nos meses que antecedem asOlimpíadas, devido ao receio de multidões descontroladas epotenciais manifestantes ameaçarem a segurança. Mesmo os bis dados por artistas precisam ser previamenteaprovados, disse o Ministério. "Nada que não tiver sido previamente aprovado poderá serapresentado", disse o comunicado. Embora a questão tenha ganhado destaque internacional apóso caso de Bjork, que motivou uma repreensão irada da China, osalvos mais comuns da ira de Pequim são cantores de Hong Kong eTaiwan, sociedades muito mais livres e etnicamente abertas. A China proibiu por um ano a entrada no país da muitopopular popstar taiuanesa Chang Hui-mei depois de ela tercantado o hino da ilha autônoma na posse do presidenteanti-China Chen Shui-bian, em 2000. A China considera queTaiwan faz parte de seu território. Mais tarde, porém, a cantora foi perdoada e autorizada aentrar na China novamente.

REUTERS

17 de julho de 2008 | 11h50

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