Após imbróglio, Justiça de Paris libera a obra

O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2012 | 03h07

Depois de um longo imbróglio (que incluiu até a interdição da obra em janeiro de 2011), o grupo LVMH (da Louis Vuitton) conseguiu no dia 18 de junho na Corte de Apelações de Paris a liberação da obra de seu futuro museu. A gestão do parque Bois de Bologne tinha levantado 9 pontos desfavoráveis à construção, mas a decisão da corte é soberana. O novo edifício fora considerado "de interesse público" e "uma obra de arte superior para o mundo inteiro" pelo prefeito de Paris, Bertrand Delanoë. Mas ambientalistas e gestores do parque consideraram que ele desrespeitava as regras de urbanismo e ameaçava o equilíbrio da paisagem. Enquanto a Justiça não decidia, optou-se por manter a construção. A prefeitura de Paris mudou as regras de urbanismo para preservar o projeto do museu. O calendário inicial previa que a pedra fundamental da obra fosse lançada em 2012, mas houve um atraso de 9 meses em função do debate judicial. Atualmente, 400 pessoas (entre eles, 200 arquitetos e engenheiros) trabalham na finalização do projeto do edifício. São 13,5 mil metros quadrados de vidro, curvos ou lisos, para compor as paliçadas que dão forma ao delírio visual de Gehry. Delírio que ele define como um dos gestos arquitetônicos mais ousados de sua carreira.

Um programa da Dassault Aviation, o Catia (acrônimo de Conception Assistée Tridimensionelle Interactive Appliquée), vem sendo utilizado pela Gehry Technologies para criar uma modelização em 3D do projeto, de forma a gerir as formas geométricas excepcionais do incomum projeto do arquiteto. / J.M.

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