Após 4 anos, Michelle Pfeiffer volta ao cinema em 'Chéri'

Michelle Pfeiffer estava no cabeleireiro quando recebeu um telefonema e era Stephen Frears do outro lado da linha. O diretor de "Ligações Perigosas" disse que estava iniciando novo filme e tinha um papel para ela. Foi logo dizendo que se tratava de uma adaptação de Colette - "Chéri", e Michelle admitiu que o nome não lhe disse muita coisa -, sobre uma cortesã aposentada, mas ainda bela, que se envolve com um garoto com idade para ser seu filho.

AE, Agencia Estado

27 de janeiro de 2010 | 10h31

Michelle já estava comprometida com outro filme, que marcaria seu retorno ao cinema, após quatro anos dedicados ao marido e aos filhos. Mas ela não resistiu à chance de reencontrar a dupla criativa por trás das câmeras de "Ligações Perigosas", o diretor Frears e o roteirista e dramaturgo Christopher Hampton, ele próprio diretor (de "Carrington"). Numa entrevista em Berlim, no ano passado - quando o filme agora em cartaz participou da competição pelo Urso de Ouro -, Michelle disse que pediu a Frears que lhe enviasse o roteiro, mas seria mera formalidade. "Já havia dito sim só com as primeiras informações que ele me repassou." Algumas pessoas tentaram demovê-la. Após tanto tempo afastada do olhar do público, voltar justamente num papel de ?velha?? Michelle leu o roteiro de "Chéri" e confessou que mataria Frears se ele não lhe oferecesse o papel de Léa de Lonval.

"O cinema já contou muitas histórias de prostitutas, mas uma cortesã é diferente. Essas mulheres possuíam cultura, além de beleza física e todas as outras aptidões para o sexo. Elas encaravam sua profissão como um negócio e, neste sentido, acho que eram feministas, ou pelo menos uma espécie de, numa época em que a maioria das mulheres, especialmente as dos maridos com quem ficavam, viviam como objetos, no lar."

Na trama de "Chérie", Léa aposentou-se da profissão e agora vive uma confortável existência burguesa. Sua antiga rival, Charlotte Péloux (Kathy Bates), lhe pede para iniciar seu filho. O garoto - Chéri - parece efeminado e é com certeza carente do afeto materno, que sempre lhe faltou. Ele encontra ambos, o sexo e o afeto, em Léa, mas Madame Péloux tem planos para o filho - um casamento de conveniência que lhe dará respeitabilidade e o endosso da aristocracia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Chéri (Inglaterra-Alemanha/ 2009, 93 min.) - Comédia romântica. Dir. Stephen Frears. 14 anos. Cotação: Bom.

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