Após 25 anos, Oprah Winfrey encerra programa na TV

Depois de 25 anos comandando um programa todas as tardes, Oprah Winfrey foi ao ar pela última vez na quarta-feira. Considerada a terceira mulher mais influente do mundo e segunda maior celebridade, depois de Lady Gaga, de acordo com a revista Forbes, a apresentadora conseguiu parar parte dos Estados Unidos na tarde desta quarta-feira para se despedir de sua audiência - 15 milhões de pessoas, com 13,3% da audiência, a maior do horário desde 1994. Agora, ela se dedicará ao comando de seu novo canal a cabo, o OWN, que leva as suas iniciais

AE, Agência Estado

27 de maio de 2011 | 09h55

"Não direi adeus. Direi até nos vermos novamente", afirmou Oprah, chorando, no fim de seu programa. Muitos dos presentes também estavam emocionados. Desta vez, ao contrário do que ocorreu nas últimas duas décadas e meia, a apresentadora não fez grandes surpresas e tampouco permitiu que a surpreendessem. Não teve distribuição de carro nem homens adultos confessando terem sido vítimas de pedofilia. Nenhuma celebridade subiu ao palco para falar com ela.

Oprah optou por contar como foram esses anos à frente do programa e se despedir de seu público, em uma mistura de "monólogo com sermão de domingo", nas palavras da comentarista de TV do New York Times, Alessandra Stanley. Também houve momentos de stand-up, quando ela tirou sarro de suas próprias roupas nos anos 1980 e 90.

Ao longo desses 25 anos, Oprah não faltou uma vez sequer ao trabalho nos cerca de 5 mil episódios, em um programa que conta com mais de 400 produtores. "Vocês (telespectadores) e este show foram os grandes amores da minha vida", disse ela. No último dia, o preço para 30 segundos de comercial era de US$ 1 milhão.

Seu novo canal não terá a mesma capacidade da ABC, disponível em rede aberta. Ainda assim, por cabo, a OWN estará presente na residência de 80 milhões de americanos, pouco mais de um quarto do total da população. Toda a programação seguirá o perfil da apresentadora, que também terá seu show, mas em um formato diferente do atual. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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