Após 20 anos, Duran Duran volta a tocar no Brasil

Banda que ajudou a categorizar o termo 'new romantic' na década de 80 toca nesta sexta e sábado em SP

Agência Estado,

21 de novembro de 2008 | 09h06

"Nossa turnê é como se fosse um circo bem estranho." Vindo da boca do tecladista e fundador do Duran Duran, Nick Rhodes, a frase parece ter sentido. Sem vir ao País por 20 anos, a banda que ajudou a categorizar o termo ''new romantic'' na década de 80, toca nesta sexta-feira, 21, e no sábado em São Paulo. Segundo Rhodes, o show será longo, beirando as duas horas de duração. Tudo para que os fãs da velha geração não saiam insatisfeitos. "Temos muito tempo para tocar o que realmente as pessoas querem ouvir. Nossa apresentação é muito energética, dinâmica. Inclui vários singles que as pessoas estão acostumadas a escutar e músicas do novo disco, Red Carpet Massacre (álbum de 2007, o 12º de estúdio que conta com a participação de Timbaland e Justin Timberlake)."Das "mais pedidas", não devem faltar as inesquecíveis Save a Prayer, Notorius e A View To Kill. E, devido ao hiato de 20 anos, músicas compostas nesse período serão apresentadas pela primeira vez no País. "Como faz tempo que não tocamos na América do Sul, os fãs daqui querem ouvir músicas como Ordinary World ou Come Undone", comenta Rhodes.Apesar de soar nostálgico, Rhodes afirma que o que faz a banda perdurar por 30 anos é a produção de músicas novas. "As pessoas aceitam as canções novas, pois entendem que o Duran Duran é uma banda que sempre esteve na ativa, que sempre está experimentado. Adoramos tocar as músicas que nos fizeram conhecidos, mas acho que o público ficaria desapontado caso não tocássemos novas músicas", explica. Mesmo assim, apenas quatro ou cinco delas devem ser salpicadas no meio de 20 sucessos.Sobre a banda e seu estágio atual, o tecladista não é nada modesto. Diz que nunca o Duran Duran esteve tão afiado ao vivo. Fala que Simon Le Bon está com o domínio da sua voz e que os fãs brasileiros irão se surpreender tamanha a excelência da apresentação. Além de Le Bon e Rhodes, o grupo, hoje, conta com John Taylor no baixo e Roger Taylor na bateria, mais dois da formação mais conhecida do Duran Duran.Do Brasil, o músico lembra do público e dos shows que a banda fez no finado festival Hollywood Rock. Especialmente o do Rio. "Temos um disco chamado Rio e só depois tocamos lá." Com mais de 70 milhões de discos vendidos no mundo todo e mais de 100 mil páginas na web dedicadas ao grupo, Rhodes explica como é possível manter fiéis seguidores depois de tanto tempo: "Não temos fórmula secreta. As pessoas acabam vendo que somos reais, acreditam na nossa verdade e nas nossas canções, pois somos honestos. Gostamos de fazer as pessoas sorrir." As informações são do Jornal da Tarde.Duran Duran. Via Funchal. Rua Funchal, 65, Vila Olímpia. Tel. (011) 3188-4148. Hoje e amanhã, às 22h. De R$ 200 (pista) a R$ 400 (pista VIP em pé e camarote). Estacionamento na porta: R$ 20. www.viafunchal.com.br.

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