APCA celebra Cauby

Cantor foi destaque na cerimônia de entrega na noite de terça

MARIA FERNANDA RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2012 | 03h09

A cerimônia de entrega do Prêmio APCA, já em sua 56.ª edição, transcorria tranquilamente na noite de terça-feira no Sesc Pinheiros, em São Paulo, até que os apresentadores Márcia Cabrita e Tuca Andrade chamaram Cauby Peixoto ao palco.

A plateia tiete se agitou, levantou, aplaudiu e gritou, e o vencedor do Grande Prêmio da Crítica na categoria música popular agradeceu cantando Bastidores, de Chico Buarque. Quando ao final da palinha vieram lhe perguntar se ele queria dizer algumas palavras, ele pediu um beijo da mensageira e respondeu: "Eu já falei um pouquinho. Não tenho o hábito de falar, então cantei. Eu gosto é de cantar".

Na sequência, Dori Caymmi, autor de Poesia Musicada, o melhor disco de 2011 segundo a Associação Paulista dos Críticos de Artes, agradeceu preocupado com a reação que sua irmã Nana Caymmi poderia ter. "Eu gostaria de saber se já deram esse prêmio à Nana porque se não deram vou ter problemas", brincou.

Outro momento de descontração foi protagonizado pelos gaúchos Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky, do espetáculo Tangos e Tragédias, em cartaz há 27 anos e finalmente premiado. "É bom saber que agora ele está melhor", disse Gomez. Tímido, Criolo, dedicou o prêmio de Revelação a Cassiano Sena, seu parceiro há mais de uma década.

A APCA já havia anunciado, em dezembro, os melhores artistas de 2011 nas 11 categorias e também Renata de Almeida, diretora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, como a vencedora do prêmio especial.

Na festa, a entrega dos troféus e os breves discursos foram alternados pelo tributo de Virginia Rosa e Ogair Junior ao centenário de Luiz Gonzaga. Gloria Pires, melhor atriz de 2011, gostou tanto da interpretação de A Vida do Viajante que cantou e dançou durante a foto final, que reuniu no palco boa parte dos ganhadores.

Para a APCA, o melhor ator foi Gabriel Braga Nunes, que voltou à Globo para interpretar Fred, em Insensato Coração. "Foi um grande momento da minha história como ator e fico muito contente que a crítica também tenha enxergado isso."

O grande prêmio na categoria teatro foi para Daniela Thomas pelo conjunto da obra nas áreas de direção de arte, cenografia e figurino. "Recebi um prêmio extraordinário que chamo de prêmio póstumo em vida. Para um cenógrafo isso é especial porque a gente rala muito e sempre trabalha pelo conjunto da cena. É raro ter o trabalho observado."

Carla Candiotto, por Histórias por Telefone, Sem Concerto e A Volta ao Mundo em 80 Dias, levou o prêmio de melhor direção em teatro infantil. A peça A História do Soldado ganhou dois troféus: melhor figurino (Chris Aizner) e atriz (Gabriella Argento).

Em literatura, homenagem a Wilson Bueno, morto em 2010. Mano, a Noite Está Velha (Planeta) foi o melhor romance. Em literatura infantil, o troféu foi para Fabrício Carpinejar por Filhote de Cruz Credo (Girafinha).

Homenagem póstuma também ao compositor erudito Osvaldo Lacerda. Em dança, o maior prêmio foi para o Ballet Stagium pelos 40 anos. O projeto da Biblioteca de São Paulo foi reconhecido na categoria arquitetura. Bróder, de Jeferson De, foi o melhor filme. Em rádio, Gira Brasil, da Estadão-ESPN, ganhou como o programa de variedades. Já em visuais, um dos destaques foi a 2.ª edição do Vídeo Guerrilha, na Rua Augusta.

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