Apaixonado defensor da via popular

Filho do ex-governador Miguel Arraes, Guel (Miguel Arraes de Alencar Filho) viveu no exílio, na Argélia e na França, antes de regressar ao Brasil para se tornar um nome importante do audiovisual no País. Responsável por programas que marcaram a televisão - Armação Ilimitada, TV Pirata e Comédia da Vida Privada -, ele fez dialogarem TV e cinema em O Auto da Compadecida e Caramuru, a Invenção do Brasil. Lisbela e o Prisioneiro prosseguiu na vertente do humor e da intersecção das linguagens, Romance, mais intenso, não fez tanto sucesso de público, mas talvez seja o filme mais maduro de Guel como cineasta. Embora muitos críticos neguem seu cinema como "televisivo", Guel acredita na vertente popular. "Ela é fundamental para o cinema brasileiro continuar", gosta de dizer. "Não é o único tipo de cinema que se deve ter, mas implicar com ele me parece suicídio." / L.C.M.

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