Yuriko Nakao/Reuters
Yuriko Nakao/Reuters

Aos pés de Rihanna

Após muita polêmica - e cem milhões de singles vendidos -, a estrela pop faz sua estreia como atriz e se candidata para viver Whitney Houston nas telas

FLAVIA GUERRA / LONDRES, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2012 | 03h06

Há menos de duas semanas, a jovem Robyn Rihanna Fenty participava pela primeira vez de uma press junket para lançar Battleship, seu primeiro filme. Por press junket entenda-se "excursão de imprensa", quando jornalistas de todo o mundo se reúnem com a equipe de um, em geral, blockbuster hollywoodiano, para entrevistar um elenco estelar.

Em sua primeira entrevista coletiva como atriz, a enfant terrible da música pop tentava parecer confortável e afável com a voraz imprensa internacional e, ao mesmo tempo, continuar controversa e surpreendente, como gosta de ser. Tudo corria tediosamente bem até uma pergunta quebrar o protocolo: "Rihanna, você está em um momento muito feliz de sua vida profissional. Está feliz também no amor? Há rumores de que você e Ashton Kutcher estaria formando um casal. É verdade?"

Silêncio embaraçante na sala. Afinal, reza o protocolo que é expressamente proibido fazer perguntas sobre a vida pessoal das estrelas das junkets. Mas RiRi, como é chamada pelos fãs, em vez de calar e pedir "vamos para a próxima", respondeu: "Que pergunta mais decepcionante! Mas estou feliz. E estou solteira, se é que é isso que você quer saber".

Há muito mais que o mundo quer saber sobre ela. Assim como uma de suas canções, Rihanna é "only girl in the world", ou seja, única. "Não sei por que, mas o mundo deu para pegar no meu pé", brincou ela em conversa com o Estado, horas depois da coletiva.

Sobram motivos para se estar no pé, e aos pés, desta descendente de barbadianos, guianenses e irlandeses, que cresceu em Barbados ouvindo Whitney Houston e Bob Marley, fez treinamento militar na adolescência e entrou para o estrelato ao ser descoberta pelo badalado produtor americano Jay-Z.

Aos 24 anos, ela acumula mais de 30 milhões de discos e 100 milhões de singles vendidos, cinco prêmios Grammys, onze singles no top das paradas da Billboard 200, centenas de shows, milhões de dólares, alguns namorados e muita polêmica, é claro. Mesmo quem não é fã de música pop provavelmente já ouviu falar do caso Chris Brown X Rihanna, quando, em 2009, o seu então namorado, e também músico, teria agredido a namorada. A briga rendeu uma ausência da cantora na cerimônia do 51º Grammy Awards e cinco anos de liberdade condicional e trabalhos forçados a Brown.

Três anos depois, ela encara a carreira de atriz, é pivô das fofocas de que estaria saindo com Ashton Kutcher - e há até quem diga que ela vai se casar em breve com, justamente, seu ex Chris Brown. Se RiRi decidiu fazer um filme, sua vida renderia outro.

Mesmo não negando ou confirmando os boatos de que voltaria com Brown, ela dividiu uma parceria com o ex recentemente, está na capa da Elle americana, entra em turnê pela Ásia nos próximos meses, apresenta-se nos shows olímpicos de verão em Londres em julho e garante que não foi convidada ainda, mas que adoraria viver Whitney Houston no cinema.

Em Battleship - Batalha dos Mares, ela vive a corajosa tenente da marinha Raikes. Dirigido por Peter Berg, o longa é um misto de ficção científica, aventura e filme de guerra, em que a tripulação do navio de guerra USS John Paul Jones tem de defender a Terra do ataque de aliens em pleno Pearl Harbour. Rihanna é a tenente que, à frente da trupe comandada pelo Tenente Hopper (Taylor Kitsch, de John Carter) e pelo almirante Shane (Liam Neeson), dispara torpedos certeiros nesta batalha naval surreal. "Eu não tinha ideia do que ia ser. Foi diferente de tudo. Foi incrível e assustador."

Sobre a carreira de atriz, cinema, fama, privacidade, relacionamentos, beleza e, claro, música, ela falou ao Estado em uma luxuosa suíte de um hotel de Londres, cidade em que costuma usar o metrô para ir a seus shows. "Gosto de manter os pés no chão. Se o metrô é o jeito mais fácil de se chegar aos shows, é assim que vou."

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