Alessandro Garofalo/ Reuters
Alessandro Garofalo/ Reuters

Aos 83 anos, italiano Giorgio Armani prepara sucessor

'Uma coisa é você estar ciente de que já tem uma certa idade, outra é saber que é responsável pelo futuro de oito mil pessoas, que oito mil pessoas dependem de você'

O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2017 | 16h38

O famoso estilista Giorgio Armani disse nesta segunda-feira, 23, em uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera que ainda não escolheu, oficialmente, seu sucessor para quando resolver se aposentar, mas tem feito de tudo para prepará-lo.

Aos 83 anos e ainda administrando a grife fundada na década de 1970, Armani nunca deixou claro quem ele gostaria que assumisse o controle da segunda maior marca de moda italiana quando deixar o cargo.

"É algo difícil, muito difícil. Uma coisa é você estar ciente de que já tem uma certa idade, outra é saber que é responsável pelo futuro de oito mil pessoas, que oito mil pessoas dependem de você", disse ele à publicação. Em um primeiro passo para lidar com questões de sua aposentadoria, Armani criou, no ano passado, uma fundação em seu nome para proteger o futuro do grupo.

"A fundação terá o duplo objetivo de investir em atividades de caridade [ a favor de crianças e idosos desfavorecidos], gerenciar a [empresa] Giorgio Armani e garantir o equilíbrio", acrescentou o estilista.

Armani também disse que dentro do grupo há pessoas que podem dar continuidade a seu trabalho. "Eu tenho vários pequenos herdeiros", disse mencionando suas duas sobrinhas, seu sobrinho e seu assistente de longa data, Pantaleo Dell'Orco. Pessoas que podem fazer boas coisas seguindo meu caminho".

As sobrinhas de Armani, Roberta e Silvana, trabalham no grupo, enquanto o primo delas, Andrea Camerana, deixou a companhia recentemente, mas ainda faz parte do conselho da fundação.

Com toda experiência de idade e devoção ao seu império, Armani tem feito de tudo "para manter a harmonia e a unidade entre aqueles que virão depois e evitar vendas ou divisões na empresa". Para ele, o sucessor não precisa ser obrigatoriamente italiano. "Não é garantido. Vamos lembrar que nos anos 1970 e 1980, estilistas eram franceses e eram eles que nós seguíamos", concluiu. 

 

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