Emilio Luisi/Divulgação
Emilio Luisi/Divulgação

Antunes encena o 'Policarpo Quaresma' de Lima Barreto

Depóis de adaptar Nelson Rodrigues e Lamartine Babo, diretor se volta para clássico sobre raízes da república

Guilherme Conte, de O Estado de S. Paulo,

25 de março de 2010 | 18h48

Primeiro foi Nelson Rodrigues. Depois, Lamartine Babo. Agora, Antunes Filho encerra sua trilogia em homenagem ao Rio com Policarpo Quaresma, baseado no clássico ‘Triste Fim de Policarpo Quaresma’, de Lima Barreto. O diretor conta que a ideia de encenar esta fábula sobre as raízes da república nasceu de um desejo de dar ao livro a importância que ele merece.

 

Para Antunes, Policarpo é um personagem fundamental da literatura brasileira. Mas a obra de Barreto é essencialmente descritiva e são os diálogos a matéria-prima do teatro. Como isso foi resolvido? "Com um trabalho insano", diz Antunes. O mergulho na nostalgia de um Rio dos anos 60 e 70 parece ter feito bem a Antunes, que se mostra ávido por novas criações. Ele diz que está cansado do debate sobre o papel do teatro contemporâneo. "Temos que discutir essas coisas todas, mas, mais do que nunca, o que me interessa é o humano."

 

A adaptação de ‘O Triste Fim de Policarpo Quaresma’, que estreia nesta sexta, 26, é oportuna. O crítico literário Ivan Teixeira classifica a obra como "uma espécie de oração principal em uma grande frase de protesto contra a sociedade de seu tempo". Tal como faz Antunes Filho. O diretor busca um teatro afinado com o presente. Ainda que considere que seu tempo (o dele e o seu) seja mal-interpretado por muitos contemporâneos.

 

Policarpo Quaresma - ONDE: Sesc Consolação. Teatro (320 lug.). R. Dr. Vila Nova, 245, 3234-3000. QUANDO: 6ª e sáb., 21h; dom., 19h. QUANTO: R$ 20.

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