Antônio Torres ganha prêmio da ABL

O escritor Antônio Torres foi premiado hoje com um dos mais importantes prêmios da literatura nacional, o Machado de Assis, entregue anualmente pela Academia Brasileira de Letras. Escolhido pelo conjunto da obra, Torres ganhou R$ 50 mil da instituição.Seu último livro, Meu Querido Canibal, lançado este ano pela editora Record, levou quatro anos de pesquisa para homenagear o índio brasileiro na figura de Cunhambebe, cacique de uma aldeia na região de Angra dos Reis, no Rio, durante o século 16. E, enquanto os relatos europeus da época apresentavam atrocidades dos tupinambás, que simplesmente comiam os adversários em grandes banquetes, Torres sai em defesa dos primeiros habitantes da terra brasileira. "Os índios buscavam, com o canibalismo, reter a coragem do inimigo traduzido no sangue dos sacrificados que corria em suas veias", explica o escritor, que se debruçou em vários livros de história para registrar mais fielmente possível o espírito da época.Antônio Torres nasceu dia 13 de setembro de 1940 en Junco, no interior da Bahia. Aos 20 anos, mudou-se para São Paulo, onde foi chefe de reportagem de esportes do jornal Última Hora. É autor de Adeus Velho (1981), Os Homens de Pés Redondos (1973), Essa Terra (1976), Carta ao Bispo (1979), Cachorro e o Lobo (1997), Um Táxi para Viena D´Austria (1991), Balada da Infância Perdida (1996), entre outros. Seu livro de estréia é Um Cão Uivando para a Lua (1972).

Agencia Estado,

12 de julho de 2000 | 20h50

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