Antigo Cine Olido vai virar centro cultural

Um centro público de cultura, música e dança vai funcionar no Edifício Domingos Fernandes Alonso, que abrigava o antigo Cine Olido, na deteriorada esquina da Avenida São João com a Rua Dom José Gaspar, no centro de São Paulo. Para seus 23 andares e 24 mil metros quadrados, devem mudar-se as sedes da Secretaria Municipal de Cultura, da Orquestra Sinfônica Municipal, da Orquestra Experimental de Repertório, do Coral Lírico, do Coral Paulistano, do Quarteto de Cordas, do Balé da Cidade, da Escola de Bailado e da Escola de Música.O secretário municipal da Cultura, Marco Aurélio Garcia, não confirma a ida de todo o chamado corpo estável da secretaria e da administração da pasta para o Olido. "Quero reunir todos esses setores no centro, dentro do projeto da Prefeitura de revitalizar a região, com todas as necessidades técnicas atendidas. Mas o local ainda está indefinido, em negociação." Fontes do gabinete da prefeita, porém, confirmaram que o edifício da São João foi o escolhido e a mudança começa em outubro.Além de um centro de formação de dança e de música e local de ensaio de grupos profissionais, o Olido vai ser um centro cultural. O plano é que as três salas de cinema, desativadas há alguns anos, voltem a ser uma só, como no espaço original, inaugurado em 1957 com muito glamour. Com capacidade para 600 lugares, se criará uma sala de concertos para o público, a ser usada ainda para ensaios pela Orquestra Sinfônica Municipal e pela Orquestra Experimental de Repertório. Funcionaria ainda como teatro.Municipal - A parte administrativa do Teatro Municipal também deve mudar-se para o Olido. Com isso, o lugar seria inteiramente dedicado aos espetáculos. A secretaria ocuparia 8 dos 23 andares com a parte administrativa e 6 com os corpos estáveis. Outras secretarias devem instalar-se nos demais pavimentos.O efeito benéfico, de revitalização e recuperação, que a concentração dessas atividades artísticas na região degradada do Largo do Paiçandu deve trazer é grande. Hoje, há uma série de lojas fechadas e um monte de camelôs na região, em um cenário desolador, animado de vez em quando pelos palhaços que atuam na entrada do Bingo Olido, que ocupa o térreo e a sobreloja do edifício. Segundo o gerente, que não quis identificar-se, a saída do bingo já está em negociação.Parte da reforma deve ser bancada pelos donos do prédio do Olido. A Prefeitura pretende utilizar parcerias com a iniciativa privada ou leis de incentivo à cultura para suplementar a verba. A Secretaria Municipal da Cultura funciona hoje em um prédio alugado da Rua Frei Caneca. "O Balé da Cidade e a Escola de Música também ocupam imóveis alugados. Se concentrarmos tudo num só local, no centro, haverá uma redução de custos grande", afirma o secretário.

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