Anthony Bourdain grava episódio no Mercadão

Para quem já comeu morcego, coração de cobra, escorpião, e saiu ileso de todas as suas aventuras gastronômicas, o sanduíche de mortadela do bar do Mané, no Mercado Municipal, é uma iguaria e tanto (ainda que não passe, de fato, de meio quilo de mortadela Cerrati no meio de um pão francês). Anthony Bourdain que o diga. Um dos principais chefs norte-americanos, escritor dos best-sellers Cozinha Confidencial, Em Busca do Prato Perfeito e Confesiones de um Chef (título ainda não publicado no Brasil), ele gravou, no Mercadão, hoje de manhã, parte do episódio brasileiro de seu programa Sem Reservas, do Discovery Travel & Living. ?Eu já tinha provado antes?, revelou, entre mordidas caprichadas. Esta é a quinta vez que Bourdain vem ao Brasil, mas é a primeira que realiza o programa em São Paulo (ele já fez um episódio no Rio, quando comeu uma feijoada na Rocinha). O chef já foi há mais de 40 países, e tem sempre um jeito peculiar de apresentar ao público a cultura gastronômica dos lugares por onde passa. Mas, depois de 28 anos circulando pelo mundo, dá para dizer qual o sabor que mais gostou? ?Ah... quando a gente se apaixona consegue lembrar o cheiro da pessoa 20 anos depois. Com comida é a mesma coisa?, compara, dizendo que, no seu caso, foram muitos amores gastronômicos. O sabor do atum com wasabi, por exemplo, é uma de suas paixões. A culinária oriental, de uma forma geral, exerce sobre ele um fascínio especial.?É impossível ir ao Oriente e voltar igual?, revela, apontando que a culinária japonesa, por exemplo, foi responsável por uma revolução no paladar do americano médio. ?Quando era criança, ninguém imaginava comer peixe cru?, relata o chef, que nasceu em Nova York, em 1956. Qual o melhor chef do mundo, na sua opinião? Thomar Keller, do French Laundry, em Yountville, Califórnia, que também é dono do Per Se, em Nova York. Já o restaurante onde comeu a ?mais pornográfica comida, dessas que todo mundo geme quando vê e saboreia? é o Masa, em Nova York, japonês especializado em sushis, onde a refeição sai por no mínimo US$ 500, supondo que você tome poucas (duas ou três) doses de saquê. ?Me dei um jantar lá de presente de aniversário?, contou. Por aqui, além do Mercadão, o chef vai gravar com Jun Sakamoto, e também irá para o Manacá, no Litoral Norte.

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