Annie Leibovitz lança livro com fotos pessoais

Annie Leibovitz, uma das fotógrafas de celebridades mais famosa dos EUA, irá lançar um livro com fotos de personalidades, e da sua vida pessoal, tiradas entre 1990 e 2005. A informação é da revista americana Newsweek.Leibovitz costuma tirar fotos que se tornam ícones. Entre as mais famosas, estão a de Whoopi Goldberg em uma banheira de leite, a de Demi Moore grávida, e a mais famosa de todas, John Lennon, pelado, enrolado em volta de Yoko Ono, tirada horas antes de ele ser morto. (A Sociedade Americana dos Editores de Revista recentemente elegeram, como as duas melhores imagens de revista dos últimos 40 anos, a foto de Lennon na capa da Rolling Stone, e a de Demi Moore na capa da Vanity Fair.Durante décadas retratando personalidades, Leibovitz passou a maior parte do tempo escondida. Assim como ela mesmo já disse, a câmera é uma proteção. Agora,em uma nova coletânea surpreendente de seu trabalho, A Photographer´s Life: 1990-2005, ainda sem tradução, Leibovitz, de 56 anos, revela mais sua vida pessoal. No meio dos elaborados retratos de pessoas famosas, estão fotos de seus três filhos, e da pessoa mais próxima da fotógrafa nos últimos dez anos, a escritora e crítica Susan Sontag. O que pode ser considerado o aspecto Masi controverso de seu livro são as fotos íntimas de sua relação com Sontag, particularmente as dolorosas imagens da escritora quando ela estava com câncer. As duas se conheceram no final dos anos 80, quando Leibovitz fotografou Sontag para a orelha de um livro. Elas nunca moraram juntas, mas tinham apartamentos com vista de um para o outro. Mas suas muitas viagens a Paris, Veneza, Capri e Jordânia estão registradas no livro. Sontag, autora do premiado livro de crítica à fotografia, Sobre a fotografia, pressionava a fotógrafa. "Ela achava que eu era boa - e que eu podia ser melhor. E eu queria ser melhor". Por causa de Sontag, Leibovitz foi a Sarajevo durante a guerra bósnia, onde ela tirou fotos tão fortes como a da bicicleta de uma criança caída em uma rua manchada de sangue. Em seu escritório em Greenwich Village, Nova York, Leibovitz explica como a morte de Sontag em dezembro de 2004, seguida da morte de seu pai, motivaram a criação do livro. "Isso é totalmente resultado de um momento", diz ela. "Eu já tinha dado uma olhada em umas fotos da Susan que eram muito pesadas para um pequeno livro de memória. Eu nunca tinha tido tempo para olhar o que eu tinha. E então fiquei muito animada, tentando olhar entre 1990 e 2005, como se a Susan estivesse atrás de mim."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.