Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Anitta encontra a redenção em funk pop de proporções gigantescas em show no Vale do Anhangabaú

Artista, que cancelou apresentação na Virada Cultural, em 2015, volta à cidade para o aniversário de São Paulo

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

26 Janeiro 2018 | 01h10

Anitta devia uma apresentação gratuita a São Paulo. Em 2015, a artista foi anunciada como atração da Virada Cultural, mas cancelou a performance e foi substituída por Belo - pois é. Talvez, a troca na época tenha soado elas por elas, na magnitude dos dois artistas. Em 2018, seria impensável.

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Anitta é a maior artista pop do País. Ponto. E pagou a dívida três anos depois, ao subir no palco montado sob o Viaduto do Chá, diante de uma massa de aproximadamente 25 mil pessoas (número estimado a partir da capacidade do espaço divulgada pela Polícia Miliar, mas os dados oficiais só serão divulgados nesta sexta-feira, 26). 

"São Paulo é minha segunda casa", disse ela, ao microfone, logo após subir ao palco com Bang, disco daquele aparentemente longínquo 2015. Disse que o joelho lhe incomodava. "Vocês repararam que não estou descendo até o chão, né?", contou.

Há de se duvidar de que alguém tenha, de fato, reparado em qualquer apatia por parte da artista carioca. Ainda assim, baladas Deixa Ele Sofrer e Zen, logo de início, cortaram o entusiasmo geral - e isso, veja bem, não significa que as músicas não tenham sido bem cantadas. 

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É quando entram as canções do projeto Check Mate, com o qual lançou quatro músicas e quatro clipes em um projeto de expansão de carreira em nível global, no fim do ano passado, que a performance esquenta de vez. Will I See You, uma bossinha pop, e Downton, um reggaetton caliente, foram as primeiras do quarteto. 

A partir daí, Anitta apresentou uma sequência de hits invejável. Paradinha, Loka, Você Partiu Meu Coração. Todas canções de sucesso e fresquinhas, ainda em altas rotações nas rádios. 

É claro, o público gritava por Vai Malandra, o sucesso mais recente, cujo clipe foi gravado no Morro do Vidigal. Talvez somente Ivete Sangalo, no País, seja capaz de tal comoção com uma música. 

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Bonito de ver o gênero nascido no morro ganhar espaço. É a expressão periférica, legítima, brasileiríssima. Difícil é exigir perfeição vocal de Anitta, que pula e dança o tempo todo. Ela usa apoios na voz, mas leva a apresentação de pouco mais de uma hora unha. 

O certo é, se viesse em 2015, Anitta não teria causado o impacto visto nesta virada - desculpe o trocadilho - de quinta, 25, para sexta. 

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