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Animações que vão 'além do desenho' para assistir no streaming

'O Príncipe Dragão' e 'Love, Death & Robots' estão entre as sugestões para quem busca episódios curtos e leves

Simião Castro, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2022 | 03h00

Gosto de assistir a séries de episódios curtos – e leves – para almoçar. Maratonei Friends desse jeito umas cinco vezes seguidas. Depois que cansei, passei para The Big Bang Theory. E aí fiquei órfão. Não mais. Uma fábula cheia de camadas conquistou todos os horários de descanso dos últimos tempos. O Príncipe Dragão é o nome desse conto épico, sensível e direto. A animação conta a trajetória de dois jovens príncipes, órfãos de mãe e que logo perdem também o pai – e padrasto –, ainda na primeira temporada. Isso porque seres mágicos de uma terra fronteiriça chegam ao reino para vingar um sacrilégio cometido pelo rei da vez, aconselhado por um mago pouco confiável. Mas tem mais caroço nesse angu.

Atura ou surta

Lançada em 2018, esta corajosa animação tem classificação para 10 anos, mas muitas lições interessantes a ensinar também para todo tipo de marmanjo. De maneira totalmente natural e não apologética, as personagens são apresentadas em plena diversidade. As etnias, os fenótipos e as relações apenas existem – como deve ser – sem necessidade de justificativas prévias e com muita leveza.

Vem aí

Por sorte, já há três temporadas disponíveis no streaming para garantir que a plateia não precisará ficar muito tempo esperando pela fase seguinte. Entretanto, a mais recente das três saiu no final de 2019 e até hoje não teve sequência. A boa notícia, no entanto, é que, em dezembro do ano passado o blog da equipe anunciou que a produção da próxima temporada está com tudo e deve chegar ao público até o fim de 2022. Desafie padrões na Netflix. 

Chips e engrenagens

Talvez o título mais variado de animações em todos os catálogos de serviços de streaming. Love, Death & Robots é uma série não seriada. Dá para assistir a qualquer um dos curtas separadamente, porque nenhum se relaciona com o outro. E eles são mesmo curtos, podendo ter, em alguns casos, até menos de dez minutos. Inclusive, são absurdamente diversos em traço, tecnologia e roteiro. O elo entre todos eles está no título: de uma forma ou de outra, tratam de amor, morte e robôs. Em duas temporadas disponíveis, com 26 episódios – há rumores de uma terceira temporada, provavelmente no outono brasileiro de 2022. Distopias para maiores, na Netflix. 

Digno de museu

No meio deste tempo ridículo de NFTs, este filme lembra com primor da arte física. Inclusive no processo de produção. Com Amor, Van Gogh pode até não ter o melhor dos roteiros, mas vale principalmente pela forma como foi feito. Se você estava numa caverna em 2017, o filme foi feito literalmente a mão. Depois de filmado, o diretor gerou quadro a quadro da película e entregou para centenas de artistas pintarem um a um, emulando as pinceladas do gênio. Para depois remontar tudo numa técnica como a de stop motion, para obter um efeito final incrível. Para apreciar, na Amazon Prime Video.

Para refletir

Este curta de pouquinho mais de dez minutos é simplesmente dilacerante. Mostra como o limiar entre vida e morte é fino. Escancara o peso do luto provocado pela estupidez humana e as cicatrizes que ela pode deixar. E destrói o coração quando exibe na tela o título: Se Algo Acontecer… Te Amo. A animação é um recado antiarmamentista para os de bom senso. Mas nem tudo é sofrimento, ela deixa um fiozinho de luz no final. Prepare os lencinhos, na Netflix. 

 

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