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Animação com dupla de peso

Will Ferrell e Tina Fey dão voz a personagens de Megamente, sátira a clássicos de super-heróis

Elaine Guerini ESPECIAL PARA O ESTADO LOS ANGELES, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2010 | 00h00

Megamente marca a primeira colaboração entre Will Ferrell e Tina Fey fora do programa humorístico Saturday Night Live - no qual ele ficou famoso ao parodiar George W. Bush e ela, Sarah Palin. Os comediantes que figuram entre os mais bem pagos da indústria (Ferrell embolsa US$ 20 milhões por filme e Fey, US$ 300 mil por episódio de 30 Rock) agora emprestam suas vozes a personagens de animação, numa sátira aos clássicos de super-heróis.

Ferrell dubla Megamente, um vilão que vê sua vida perder o sentido ao derrotar o herói Metro Man (Brad Pitt). Fey, mais uma vez, dá uma de repórter, vivendo a intrépida Roxanne Ritchi, por quem Megamente se apaixona. "Por ser uma das mais importantes jornalistas falsas da TV, vou ganhar um noticiário de faz de conta na CNN", brinca a atriz. De 2000 a 2004, Fey foi a apresentadora do quadro Weekend Update, do Saturday Night Live, ao lado de Jimmy Fallon. "A minha mais nova repórter, Roxanne, é uma versão mais moderna da Louis Lane."

Ferrell também aprovou o visual do seu personagem, um alienígena magricela e azul. "Invejo da cintura fina dele. Só assim eu poderia usar as calças justas de couro que tenho no armário", diz, rindo. O ator tentou imprimir um sotaque lituano para dar a impressão de "uma pessoa que se acha muito mais importante do que é", comenta Ferrell, sempre lembrado por Hollywood para os papéis de tipos ansiosos, atrapalhados e incontroláveis.

Embora não seja comum nas produções de animação, em que os dubladores gravam as suas falas sozinhos na cabine, Ferrell e Fey contracenaram no estúdio. "Foi para isso que escalamos uma dupla desse porte, para que pudessem criar juntos. Cerca de 30% dos diálogos foram improvisados", conta o diretor Tom McGrath, das animações Madagascar (2005) e Madagascar 2 - A Grande Escapada (2008).

As sessões de dublagem deram a Fey uma "sensação libertadora". "Quando você está filmando, a sua improvisação pode significar desperdício de filme e perda de tempo do cameraman. Aqui não." A ausência da câmera também pesou. "É mais divertido atuar quando você sabe que ninguém verá a cara que você está fazendo. Não há vaidade nenhuma no processo."

A exemplo de Megamente, que morre de tédio após eliminar seu inimigo, Ferrell concorda que o melhor do sonho é esperar por ele. "Sempre quis velejar pelo mundo num barco feito especialmente para mim." Ao realizar a façanha, porém, tudo perdeu a graça. "No segundo dia no mar, percebi que não levava jeito para velejador, não sabia nada de navegação e não tinha levado os suprimentos necessários. Eu me senti um miserável."

Trailer. Veja trechos de Megamente

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