Ang Lee faz o sexo explícito

DESEJO, PERIGO Hong Kong, 2007. Direção de Ang Lee. No Telecine Cult, às 22 h. Repr., cor, 157 min

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2011 | 03h10

Banquete de Casamento, Comer Beber Viver. Os primeiros filmes de Ang Lee tratavam de família e também de homossexualismo. Bem-sucedido no circuito dos festivais e cada vez mais popular nos mercados de língua inglesa, ele foi chamado a fazer Razão e Sensibilidade. A adaptação de Jane Austen terminou de consagrá-lo. Vieram depois O Tigre e o Dragão e O Segredo de Brokeback Mountain, com o qual Ang Lee ganhou seu Oscar de direção.

A história dos caubóis gays - na verdade, eles cuidam de ovelhas - já havia sido premiada em Veneza e fez sensação pelos amassos entre dois dos astros mais viris da nova geração de Hollywood - Jake Gyllenhaal e Heath Ledger. O rumor do sexo sobre Brokeback Mountain começava a se dissipar quando Ang Lee voltou a Veneza e ganhou o Leão de Ouro com nova provocação. É o destaque de hoje da TV paga.

Na Xangai dos anos 1940, numa época de muita espionagem, grupo de estudantes forma célula secreta e decide assassinar um colaborador dos japoneses que ocupam a China. Para se infiltrar junto ao inimigo, os jovens selecionam uma garota. Ela inicia com o cara uma relação complicada, na qual desejo e perigo - como indica o título - andam juntos.

Como todo filme do autor, este trata do conflito entre o racional e o emocional. Não foi exatamente por aí que Desejo, Perigo provocou tanta polêmica. Ang Lee foi além de Brokeback Mountain e filmou o sexo explícito de homens e mulheres. Tony Leung e Wei Tang. chegam às vias de fato do sexo. A trilha que ele percorre aqui no cinema de autor é a mesma que havias sido aberta por Nagisa Oshima em Império dos Sentidos, nos anos 1970.

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