Benjamin Norman|The New York Times
Benjamin Norman|The New York Times

Análise: Frank Miller e o lado sombrio dos super-heróis

Presença do autor está confirmada para a próxima Comic Con Experience em São Paulo

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2015 | 05h00

Sua família era irlandesa, católica, e isso talvez explique a peculiar trajetória de Frank Miller nos comics. Ninguém como ele se interessou tanto pelo dark side dos super-heróis. Crime, castigo e culpa. Miller retratou Batman como um vigilante violento e sem escrúpulos, e acabou com sua amizade com o Superman, a quem transformou num reacionário brutal. Na verdade, Miller teve uma intuição genial. Viu que, num mundo em mutação, os quadrinhos não podiam mais seguir a agenda cômica e cordial do Batman de Adam West, nos anos 1960.

Frank Miller redefiniu o perfil psicológico de vilões clássicos (Curinga e Duas-Caras) e matou tanto quanto criou heróis no imaginário do público (Batman, Elektra). Sua obra de roteirista é extensa e inclui Robocop, Spawn, Demolidor, 300, Wolverine, Spirit, Ronin. Você encontra grandes êxitos de Miller na Marvel como DC. Codirigiu, com Robert Rodriguez, Sin City – A Cidade do Pecado e A Dama Fatal. Sozinho, fez The Spirit – O Filme.

Esse homem é uma lenda, não só das HQs, mas da cultura de massas em geral. Ele, com certeza, tem o que contar sobre esse universo. Sua simples presença – a homenagem – faz da Comic Con um evento maior ainda para os fãs.

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