Ana Karenina, na versão de Vivien Leigh

Lado a Lado

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2013 | 02h14

16 H NA GLOBO

(Stepmom). EUA, 1988. Direção de Chris Columbus, com Julia Roberts, Susan Sarandon, Ed Harris, Jena

Malone, Liam Aiken, Lynn Whitfield.

Ed Harris casa-se de novo - com Julia Roberts - e a ex (Susan Sarandon) incita os filhos a não se darem bem com a madrasta. Mas chega o momento em que, pelo bem das crianças, elas terão de cerrar fileiras. Especialista na formatação de séries infantojuvenis, o diretor Columbus - de Esqueceram de Mim e Harry Potter e a Pedra Filosofal - sai-se apenas razoavelmente no melodrama familiar. Havia, na época, a expectativa de indicações para o Oscars para as duas estrelas, mas não se confirmaram. Reprise, colorido, 124 min.

Batman Begins

22H45 NO SBT

(Batman Begins). EUA, 2005. Direção de Christopher Nolan, com Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Katie Holmes, Morgan Freeman, Gary Oldman, Cillian Murphy, Tom Wilkinson, Rutger Hauer, Ken Watanabe, Rade Sherbedgin.

O início da trilogia de Nolan sobre o Cavaleiro das Trevas. A reinvenção de Batman pelo diretor possui densidade emocional e intensidade visual, mostrando como garoto órfão - e herdeiro mimado - torna-se discípulo de um xamã e vira vigilante para salvar Gotham City da corrupção. Grande diversão, mas você só desfrutará integralmente o programa se estiver disposto a pensar. Nolan, como Steven Spielberg em sua trilogia sobre o 11 de Setembro (O Terminal, Guerra dos Mundos e Munique), reflete sobre o país, os EUA. Reprise, colorido, 140 min.

Guerras Santas

0 H NA CULTURA

(Holy Wars). EUA, 2010. Direção de Stephen Marshall.

Embora um tema desses seja difícil de abordar com isenção, o esforço do diretor Marshall é considerável e ele, abordando quatro nichos do fundamentalismo religioso no Paquistão, Líbano, Reino Unido e na região central dos EUA, investiga 1.400 anos de conflito entre o Islã e a cristandade. O filme acompanha a vida de um missionário cristão e a de um muçulmano radical após o 11 de Setembro para tentar entender o mundo atual, dilacerado pelas guerras chamadas de 'santas'. Reprise, colorido, 77 min.

TV Paga

Anna Karenina

13 H NO TELECINE CULT

(Anna Karenina). Inglaterra, 1948.

Direção de Julien Duvivier, com Vivien Leigh, Ralph Richardson, Kieron

Moore, Sally Ann Howes, Martita Hunt.

Apesar da admiração que Orson Welles tinha por ele, Duvivier era colocado por François Truffaut e Jean-Luc Godard no saco de gatos do cinema francês pré-nouvelle, que o primeiro chamava, pejorativamente, de cinéma de qualité. Mas, como assinala Jean Tulard no Dicionário de Cinema, é inútil tentar deixar Duvivier de lado, porque ele tem obras realmente importantes. Dito isso, sua adaptação do romance de Leon Tolstoi - com roteiro dele e do dramaturgo Jean Anouilh - é quase sempre definida como 'túrgida', no sentido de empolada. De qualquer maneira, 1) será interessante ver o que a grande Vivien Leigh faz com o papel; e 2) comparar o filme de Duvivier com a versão de Joe Wright em cartaz nos cinemas (e que está indo bem de público, apesar das reticências da maioria da crítica). Reprise, preto e branco, 123 min.

Sexy e Marginal

18H25 NO TELECINE CULT

(Boxcar Bertha). EUA, 1972. Direção de Martin Scorsese, com Barbara Hershey, David Carradine, Barry Primus, Bernie Casey, John Carradine.

O longa de estreia de Scorsese no cinema de estúdio pega carona no muito superior Bonnie & Clyde/Uma Rajada de Balas, de Arthur Penn, mostrando Barbara Hershey como garota interiorana que se junta ao bando de assaltantes de trens de David Carradine. O próprio Scorsese conta que não teve controle nenhum sobre o filme - era pegar ou largar, e ele, que só fazia pequenos filmes independentes, pegou. Por ruim que seja, e é, tem cenas boas. E o diretor, cinéfilo de carteirinha, conseguiu dar a dois personagens secundários os nomes de dois cineastas que idolatra - Michael Powell e Emeric Pressburger. Reprise, colorido, 88 min.

Coração Selvagem

22 H NO TCM

(Wild at Heart). EUA, 1990. Direção de David Lynch, com Nicolas Cage, Laura Dern, Isabella Rossellini, Willem Dafoe, Harry Dean Stanton, Diane Ladd.

Nicolas Cage cria um clone de Elvis, Laura Dern faz uma clone de Marilyn, os dois se amam, caem na estrada, mas a mãe dela contrata um sicário para acabar com a festa. Todo Lynch está neste filme, para o melhor e, infelizmente, para o pior. Vencedor da Palma de Ouro. Isabella Rossellini, na época casada com o diretor, levou sua personagem para outro filme - Perdita Durango, de Alex de La Iglesia. Reprise, colorido, 127 min.

Delírios de Um Anormal

0H15 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1977. Direção e interpretação de José Mojica Marins, com Magna Muller, Lírio Bertelli, Walter Setembro.

Dr. Hamilton, psiquiatra renomado, investiga a mente - e o universo - de Zé do Caixão. José Mojica Marins aproveita e faz uma compilação de cenas de outros filmes, em preto e branco e cores. O resultado não é para todos os gostos, mas tem a marca inconfundível do autor. Vale destacar que a censura só liberou o filme em 1986, quase uma década depois. Reprise, 86 min.

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