Ana Botafogo dança as várias formas do amor

O amor revelado de várias formas, porcompositores populares e clássicos, traduzido por coreógrafoscontemporâneos é o tema de Três Momentos de Amor, espetáculoque a pianista Lilian Barreto e a primeira-bailarina do TheatroMunicipal do Rio, Ana Botafogo, estréiam amanhã no Teatro Maisonde France, no Rio. Os coreógrafos Heron Nobre (baiano radicadono Rio, que foi do Municipal e se destacou em recentes festivaisde dança), Renato Vieira e o espanhol Luís Arrieta abordam oromance, a paixão, a separação, a esperança e o desespero, emsolos, pas-de-deux e um trio final de Ana com os bailarinosJoseny Coutinho e Edyfranck Alves."As pessoas vão me ver em estilos pouco habituais,diferentes do que estão acostumadas no Municipal", adianta Anaque, apesar de pouco ter dançado como primeira-bailarina denosso maior teatro clássico, se mantém sempre em atividade. "Emdezembro fiz 14 espetáculos, quase dia sim, dia não. A vida dabailarina só se realiza no palco, não dá para ficar esperando apolítica mudar, a vida melhorar, tem que ir atrás do trabalho.Desta vez, encomendei peças a três coreógrafos diferentes e nãointerferi na criação deles. Prefiro ser um instrumento, poisquando dou opinião caio na mesmice."Antologia - A idéia de Três Momentos de Amor foi deLilian Barreto e Ana, que já tinham montado, há dez anos, Anain Concert, uma antologia da versatilidade da bailarina, quepercorreu o País na década de 90. "A gente dividiu uma sala, há12 anos, e gostou muito da sociedade no palco, mas passaram-sedez anos e resolvemos montar esse", conta Lilian. Ana completa:"O pas-de-deux é sempre um encontro de amor entre doisbailarinos, pode ser a tranqüilidade do sentimento ou a busca, adesesperança, a angústia. Por isso escolhemos esse assunto."A concepção é das duas, que entregaram o roteiro e adireção a Cláudio Botelho (que assinou recentemente a tradução edireção de Os Miseráveis, Victor ou Victoria, ColePorter e Company, entre outros espetáculos). Wagner Tiso fez aseleção e os arranjos das músicas (entre os autores, Villa-Lobos, Tom Jobim, Cartola, Chico Buarque, Cláudio Santoro e AstorPiazzolla), para o piano de Lilian, acompanhado de cordas(Ricardo Amado, Eduardo Pereira e Hugo Pilger), clarineta e sax(Paulo Sérgio Santos) e percussão (André Bochecha). "Com esseespetáculo, quisemos mostrar que não há fronteira entre osgêneros clássico e a popular e que dança e música se completam, uma não se sobrepõe à outra", diz Lilian.

Agencia Estado,

06 de janeiro de 2003 | 17h43

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