Ana Botafogo celebra 35 anos de carreira com balé em SP

Antes de 1981, Ana Maria Botafogo Gonçalves Fonseca era uma jovem bailarina a sonhar alto: queria, como toda moça de coque, sapatilhas e ambição, integrar o balé do Teatro Municipal do Rio, o mais tradicional do País. O palco onde haviam dançado lendas do século 20, como Isadora Duncan, Nijinsky, Nureyev e Margot Fonteyn, lhe parecia então distante demais - ainda que já trouxesse a experiência no Balé de Marselha de Roland Petit, onde deixara de "ser a mais talentosa de sua escolinha de Copacabana para ser mais uma".

AE, Agência Estado

21 de setembro de 2011 | 10h37

Uma variação de "A Bela Adormecida" numa audição mudaria tudo. Nomeada primeira bailarina, Ana Botafogo iria se tornar aos poucos a mais conhecida do Brasil, e o Municipal, sua casa. A trajetória profissional da menina da Urca, talentosa desde criança, havia sido iniciada cinco anos antes, e passara pelo Teatro Guaira, em Curitiba. Mas tamanha projeção só o principal palco brasileiro lhe daria.

Os 30 anos de serviços prestados são marcados pela temporada festiva que começou no fim de semana passada, justamente no Guaira. No próximo, ela dança no Teatro Alfa; dias 1.º e 2 de outubro, a carioca volta para casa. Com ela, estão 22 jovens da Companhia Jovem de Ballet que também buscam o estrelato.

A base do espetáculo comemorativo é o balé "Marguerite e Armand", inspirado em "A Dama das Camélias" e idealizado para uma Margot Fonteyn de 44 anos. Ana é a primeira brasileira a encená-lo. "Não queria mais dançar os clássicos. Passei 30 anos fazendo Coppélia, Dom Quixote, foram uns 20 de O Lago dos Cisnes...", conta, aos 53 não confessos (bailarinas gostam de dizer que "têm a idade das personagens").

Marguerite, a cortesã apaixonada pelo jovem Armand, e por ele humilhada, estreou no Municipal, em montagem antológica, em 1967, com Margot dividindo a cena com Nureyev. Quase não foi mais encenado. Diz-se que ninguém teve mais coragem, tão potente fora a performance da dupla. Nas apresentações, o drama é mesclado com outras coreografias modernas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ana Botafogo - Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722). Tel. (011) 5693-4000. Sáb., às 21 h; dom., às 18 h. R$ 40/R$ 100.

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