Amos Oz ganha prêmio Príncipe de Astúrias de Letras

Escritor israelense é premiado por ´defender povos´ e ´denunciar fanatismo´

Agencia Estado

27 de junho de 2007 | 14h36

O escritor israelense Amos Oz foi agraciado nesta quarta-feira, 27, com o Prêmio Príncipe de Astúrias de Letras 2007 por defender a paz entre os povos e denunciar todas as expressões do fanatismo, com sua obra."Oz contribuiu para fazer da língua hebraica um instrumento brilhante da arte literária, em favor da revelação certeira das realidades mais angustiantes e universais de nossos tempos", disse o júri.Narrador, ensaísta e jornalista, Amos Oz é um dos autores israelenses mais famosos de todos os tempos e mais publicamente comprometidos com o processo de paz no Oriente Médio, ao qual dedicou grande parte de sua produção de romances e ensaios.Ele fez parte dos fundadores do movimento pacifista Paz Agora, criado em 1978 por oficiais e soldados da reserva do Exército israelense.O escritor de 68 anos recebeu o Prêmio Israel de Literatura em 1998, e seu nome já foi cogitado em várias ocasiões como candidato ao Prêmio Nobel. Entre suas obras se destacam títulos como Holocausto II, Contra o Fanatismo, De Amor e Trevas e Não Diga Noite.Outros prêmios Oz foi militante destacado do Partido Trabalhista, mas nos anos 1990 optou pelo partido de esquerda Meretz, pelo qual fez campanha nas eleições legislativas de 2003.Este é o quarto dos oito prêmios Príncipe de Astúrias outorgados a cada ano, depois do prêmio de Cooperação Internacional entregue ao ex-vice-presidente americano Al Gore, o de Artes dado a Bob Dylan e o de Pesquisa Científica e Técnica entregue aos biólogos Peter Lawrence e Ginés Morata.Nas próximas semanas serão entregues o prêmio de Comunicação e Humanidades e o de Ciências Sociais. Em setembro, será a vez das categorias Esportes e Concórdia.Os prêmios vêm acompanhados de 50 mil euros (R$ 130 mil) e uma escultura de Joan Miró. São entregues numa cerimônia solene presidida pelos Príncipes de Astúrias.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.