Amores precoces

Red, o quarto álbum de Taylor Swift, é uma admirável coleção de personagens e situações amorosas transformada em suspiros musicais pela menina dos olhos do pop norte-americano. Admirável porque não só seu talento, mas também sua bagagem romântica mostra-se prodigiosa, aos 22 anos de idade. Taylor narra saudade em detalhes: "Deixei meu cachecol na casa da sua irmã. E você ainda guarda ele na sua gaveta. Ele tem meu cheiro. E você não consegue se desfazer dele", canta, em All Too Well. Descreve o frio na barriga do início de uma paixão. Decide, a duras penas, nunca mais reatar um relacionamento. E percebe que tem medo de que seu parceiro nunca tenha amado ninguém - nem Taylor, nem a outra, nem "nada".

ROBERTO NASCIMENTO, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2012 | 02h10

São detalhes que fazem de Red um disco de country pop mainstream com um leque emocional diferenciado. O disco vendeu 1,2 milhão de cópias em sua primeira semana, a melhor estreia de um álbum em 10 anos, e mostra que Taylor ocupa um lugar de destaque entre as cantoras de seu nicho. A sonoridade é de verniz top ten e flerta sutilmente com o indie rock e com a música de pista. Entre as faixas, não há uma pérola que amarre as histórias com um refrão irresistível, algo que faça frente a Call Me Maybe, de Carly Rae Jepsen, o insofismável hit do ano. Mas, ouvidos na íntegra, as paixonites e os suspiros de Red formam um diário romântico envolvente que é bem-vindo no patamar de popularidade em que a cantora transita.

TAYLOR SWIFT

RED

Universal

Music

Preço:

R$ 33,90

BOM

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