Amores e a possibilidade de final feliz

Deu a Louca na Branca de Neve

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2012 | 02h08

16H15 NA GLOBO

(Happily Never After 2). EUA, 2008. Direção de Steven E Gordon e Boyd Kirkland.

...E viveram felizes para sempre. Todo conto de fadas termina sempre do mesmo jeito, mas na série Happily Never After o conceito é realista - embora seja uma animação - e a ideia é que ninguém vive feliz para sempre. O título brasileiro, porém, segue outra linha e entrega logo que os diretores Gordon & Kirkland vão mostrar uma Branca de Neve como você nunca viu. Ele é uma adolescente baladeira que só se interessa por festa, mas precisa de ajuda quando seu pai se casa com bruxa disfarçada e a primeira atitude da madrasta é... tentar despachar a enteada. Reprise, colorido, 87 min.

Crise de Consciência

22 H NA CULTURA

(Mass Apeal). EUA, 1984. Direção de Glenn Jordan, com Jack Lemmon, Zeljko Ivanek, Charles Durning, Louise Latham, Alice Hirson.

Jack Lemmon faz o padre que vive a crise de consciência do título brasileiro quando seminaristas sob seus cuidados se envolvem num escândalo sexual e o caso provoca reações autoritárias da linha-dura da Igreja. O filme baseia-se na peça de Bill C. Davis que foi das primeiras a se beneficiar da discussão provocada pelas denúncias de abusos de religiosos. Apesar da origem teatral, o bom elenco garante a força do relato. Reprise, colorido, 100 min.

Uma Razão para Viver... Uma Razão para Morrer

23 H NA REDE BRASIL

(Una Ragione per Vivere e Una per Morire). Espanha/Itália/França/Alemanha, 1972. Direção de Tonino Valerii, com James Coburn, Telly Savalas.

No período que se seguiu à Guerra Civil nos EUA, o ex-major da União James Coburn tenta se vingar de coronel confederado que o derrotou - Telly Savalas agora comanda um Exército de ladrões de ouro. No seu Dicionário de Cinema, Jean Tulard define o diretor Valerii como pequeno mestre do spaghetti western e lembra que não foi por acaso que Sergio Leone o chamou para dirigir Meu Nome É Ninguém, com Henry Fonda e que produziu. Reprise, colorido, 92 min.

O Corvo, A Vingança Maldita

4H10 NA REDE BRASIL

(The Crow: Wicked Prayer). EUA, 2005. Direção de Lange Mungia, com Edward Furlong, David Boreanaz,

Tara Reid, Tito Ortz.

Assassinado com a namorada, Edward Furlong volta do além, como Corvo, para se vingar da gangue dos cavaleiros do apocalipse. Alex Proyas iniciou em 1994 a série O Corvo com base nas HQs em preto e branco de James O'Barr. Brandon Lee, filho de Bruce, que fazia o papel, morreu antes de completar a filmagem e isso ajudou a criar a lenda, mas os filmes seguintes foram piorando (muito). Reprise, colorido, 99 min.

TV Paga

O Irmão Mais Esperto de

Sherlock Holmes

13H45 NO TELECINE CULT

(The Adventure of Sherlock Holmes' Smarter Borther). EUA, 1975. Direção e interpretação de Gene Wilder, com Madeline Khan, Marty Feldman, Dom DeLuise, Leo McKern, Roy Kinnear.

Mel Brooks fez escola na comédia norte-americana e seus atores - Gene Wilder e Marty Feldman - terminaram estreando na direção fortemente influenciados pelo mestre. A aventura do irmão de Sherlock Holmes mostra o desastrado Sigerson Holmes às voltas com a estrela de music hall Madeline Khan e o cantor de ópera Dom DeLuise, ambos numa guerra de egos que inclui assassinatos. Embora desconjuntada - e episódica -, a paródia é divertida. Vai ser difícil não rir. Reprise, colorido, 91 min.

Amores

16H30 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1997. Direção e interpretação de Domingos Oliveira, com Clarisse Nakier, Maria Mariana, Priscilla

Rozembaum, Ricardo Kosovski,

André Mattos.

Cinema e teatro tem andado juntos na fase atual da carreira de Domingos Oliveira, que inclui o casamento com Priscilla Rozembaum. Aqui, ele faz roteirista de TV em conflito com a filha rebelde, a nova companheira, os problemas de amor dos amigos, etc. Amores questiona a possibilidade de final feliz, na vida como na arte. Cinema de baixo orçamento, alto-astral e muita invenção. Reprise, colorido, 100 min.

Anna Karenina

19H45 NO TELECINE CULT

(Anna Karenina). Inglaterra, 1948. Direção de Julien Duvivier, com Vivien Leigh, Ralph Richardson, Kieron

Moore, Sally Ann Howes, Martita Hunt.

O cinema contou muitas vezes a história da trágica heroína romântica de Leon Tolstoi. Infeliz no casamento, ela se entrega a militar e perde tudo quando ele a abandona. Greta Garbo, a russa Tatiana Samoilova e Sophie Marceau foram algumas das intérpretes do papel, que ganha agora uma nova versão, sob medida para concorrer ao próximo Oscar. Joe Wright é o diretor e Keira Knightley e Jude Law estão no elenco. À espera do filme, que deve estrear no começo do ano, você pode (re)ver a versão inglesa do fim dos anos 1940, feita pelo francês Julien Duvivier. Vivien Leigh, na época a maior estrela da Inglaterra - ela ainda era casada com Laurence Olivier -, filtra sua Anna Karenina pela imortal Scarlett de ...E o Vento Levou e o roteiro é assinado pelo prestigiado dramaturgo Jean Anouilh. Reprise, preto e branco, 123 min.

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