Amor e fé, a fórmula de "A Padroeira"

Inspirada no romance Romeu e Julieta, de William Shakespeare, e na obra As Minas de Prata, de José de Alencar, estréia nesta segunda, dia 18, a nova novela das 18 horas da Rede Globo, A Padroeira. A trama é mais uma parceria entre o autor Walcyr Carrasco e o diretor Walter Avancini, que juntos já trabalharam em O Cravo e a Rosa, novela responsável por elevar novamente o Ibope do horário, há anos entregue à própria sorte. A Padroeira conta a história do amor impossível entre a fidalga Cecília (Déborah Secco) e o intrépido Valentim (Luigi Baricelli), em 1717, na cidade de Guaratinguetá (SP), tendo como pano de fundo a luta dos pescadores da região pelo reconhecimento do culto à Nossa Senhora Aparecida, que realizou milagres após sua imagem ter sido encontrada por eles no Rio Paraíba do Sul. A novela se inicia com a chegada do Conde de Assumar (Antônio Marques) e de seu pequeno cortejo ao Brasil Colônia, integrado pela jovem Cecília, filha do fidalgo Dom Lourenço (Paulo Goulart), que estudava em um convento em Portugal. A caminho de Vila Rica, o cortejo é atacado por um bando de salteadores, liderados por Molina (Luis Melo), que, encantado pela beleza de Cecília, a seqüestra. Quem surge para enfrentar Molina e salvar Cecília é Valentim, filho de um homem considerado traidor da Coroa de Portugal e, portanto, rejeitado pela sociedade local. É a partir deste encontro que nasce o amor entre Cecília e Valentim. O futuro do romance fica comprometido logo que Cecília chega em casa e descobre que seu pai já tem um pretendente à sua mão, o rico e poderoso Dom Fernão (Maurício Mattar). Para comemorar a chegada do Conde de Assumar à cidade, o capitão Antunes (Cecil Thiré), governador da região (uma espécie de alcaide com poderes militares), reúne os pescadores locais e exige que providenciem peixe suficiente para a festa. Com medo de serem castigados, os pescadores Filipe Pedroso (Isaac Bardavid), João Alves (Cláudio Gabriel) e Domingos Martins Corrêa (Carlos Gregório) saem para pescar no Rio Paraíba. Por mais que joguem a rede, nada conseguem. Em uma das últimas tentativas, João Alves, ao puxar a rede, traz a imagem de uma santa sem cabeça. Surpreso, atira a rede novamente e vem a cabeça da santa. Os pescadores sentem o encontro da estátua como um sinal de Deus e continuam atirando as redes ao rio. Começam a se encher de peixes, até que os barcos quase afundam. A existência de uma santa amada pelo povo e, ainda por cima negra, alarma os preconceitos fidalgos e divide a vila. É aí que começa a tensão entre os que defendem a santa e os que querem impedir o culto. Walcyr Carrasco define A Padroeira como um fato verídico acontecido no século XVIII, com um pouco de ficção representada pelo romance entre Valentim e Cecília. "Eu estava viajando com Walter e ele me disse que tinha a idéia dessa novela há tempos. Imediatamente, combinamos que, um dia, esse seria um trabalho nosso. O momento chegou e, mais uma vez, trabalhamos em parceria", conta o autor.

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