"América" muda após saída de Monjardim

Marcos Schechtman, que assumiu a direção da novela América depois da saída de Jayme Monjardim, na terça-feira, já determinou as primeiras mudanças na trama, que ocupa o horário das 21 horas na Globo. Entre elas estão baixar o tom de voz dos atores que têm gritado em cena - como Regina Dourado, Neusa Borges, Daniela Escobar, Eliane Giardini e Mariana Ximenez - e diminuir o sofrimento exacerbado de alguns personagens, em especial da mocinha, Sol, de Deborah Secco. Em entrevista ao jornal O Globo, ontem, a atriz Deborah Secco disse que só vinha chorando e sussurrando em cena por indicação de Monjardim. Os primeiros resultados dessa troca de comando devem começar a surtir efeito na tela a partir de amanhã. A reforma pode interferir também na abertura da novela.A saída de Monjardim foi motivada pelos desentendimentos entre o diretor e a autora da novela, Glória Perez, que já não falavam a mesma língua desde a escalação do elenco. O clima entre os dois se amenizou graças ao ibope da estréia, mas as diferenças logo voltaram à tona em razão do tom que Monjardim vinha dando ao texto de Glória. "Nada será regravado. Os ajustes serão feitos a partir do ponto em que estamos", disse ontem ao Estado uma das pessoas que integra a equipe de América. A Globo também encomendou uma pesquisa de grupo para acertar o passo da história. Os ânimos da audiência vêm esfriando: a novela estreou com 56 pontos e somava 46 de média até o capítulo de sábado. Procurado pela reportagem do Estado, Monjardim não retornou às ligações.

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