Amazônia é nossa

Record e Endemol criam no País 1.º formato tipo exportação

O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2012 | 03h10

Perita em importar formatos de programas e, muitas vezes, melhorá-los, a TV brasileira até hoje não tem, com exceção das novelas, qualquer formato tipo exportação. Não tinha. Estreia hoje, à 0h15 na Record, o reality show Amazônia, primeiro formato feito no País e que já está sendo negociado com Portugal, Espanha, Escandinávia e Estados Unidos, pela produtora holandesa Endemol (dona do Big Brother). "Teremos destaque no estande da Endemol nas principais feiras de TV do mundo. Isso é importante, tendo em vista que a Endemol está presente em 25 países e produz mais de 300 formatos por ano", disse ao Estado a diretora-geral da Endemol Brasil, Daniela Busoli.

O sucesso ou o arquivamento do projeto, claro, depende do desempenho de audiência da atração, mas já abre caminho para outros três realities brasileiros que estão sendo desenvolvidos pela produtora.

Com uma proposta que está na moda, Amazônia é um reality sobre sustentabilidade, em que 12 urbanoides famosos (ou quase) disputam provas ligadas à preservação do ambiente. Não há eliminação, mas soma de pontos individuais e coletivos e, a cada prova, ainda que a equipe tenha vencido, os participantes podem perder pontos e ficar mais distantes do R$ 1 milhão - prêmio a ser dividido entre o ganhador e as comunidades ribeirinhas assistidas pela Amazonastur e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

Apresentador da atração, o ator e ecologista Victor Fasano adverte, porém, que esse não é um reality de sobrevivência na selva, à la No Limite. "Há limitações normais de um acampamento, mas ninguém teve de comer animais peçonhentos nem foi privado do conforto total", diz.

Segundo ele, a ideia é mostrar que qualquer ação na cidade - seja a 3 mil km de distância ou não - afeta aquele hábitat.

Por causa da grade da Record, que só tinha espaço entre janeiro e março, o reality não pôde ser ao vivo, já que, nesta época, a cheia amazônica inviabiliza os trabalhos. Assim, a atração será feita em duas partes: a primeira na época de seca, gravada durante 20 dias de setembro, e a segunda em março, próximo à final.

Curiosamente, o reality verde não foi produzido de forma 100% sustentável, com compensação em plantio de árvores ou créditos de carbono. De novo, a culpa coube à pressa para se adequar à grade apertada da emissora, espremida pela Olimpíada. Mas a Endemol garante que ser o primeiro reality carbon free (coisa que exige estudos) está nos planos da próxima temporada - e, certamente, faria bonito no estande das feiras de TV pelo mundo. / ALLINE DAUROIZ

FONTE IBOPE: 1 PONTO = 58,2 MIL DOMICÍLIOS EM SÃO PAULO. SEMANA DE 19/12 A 25/12

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