'Amazônia' abre Première Brasil dia 26

Em 3D, filme de Thierry Ragobert inaugura a mostra que terá 11 longas de ficção concorrendo ao troféu Redentor

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2013 | 02h17

Havia três longas da Première Brasil do ano passado entre os longas que competiram no recente Festival de Gramado. A situação agora se inverte e a Première Brasil de 2013, anunciada na terça, inclui dois longas já exibidos no festival gaúcho. Um deles foi o vencedor da mostra brasileira - Tatuagem, de Hilton Lacerda. Menina dos olhos do Festival do Rio, principal vitrine da produção nacional, a Première Brasil consolidou seu prestígio nos últimos anos. A edição deste ano contempla mais de 40 longas e cerca de 30 curtas, a maioria inédita no País.

Setenta filmes não representam pouca coisa, mas o Festival do Rio, que será inaugurado dia 26 com Amazônia - e o longa de Thierry Ragobert, em 3D, produzido pelos irmãos Gullane, está na programação de Veneza -, promete um total de 350 títulos, ou seja, cinco vezes mais, incluindo o lançamento da produção de ponta do cinema autoral em todo o mundo e uma seção inteira dedicada aos mestres documentaristas da atualidade. Frederick Wiseman (Em Berkeley), Nicolas Philibert (La Maison de la Radio), Errol Morris (A Era Donald Rumsfield), Claude Lanzmann (O Último dos Injustos). O cambojano Rithy Panh é um caso especial - a diretora artística do Festival do Rio, Ilda Santiago, integrava o júri da seção Un Certain Regard, de Cannes, em maio, e ele foi o grande vitorioso com L'Image Manquante (A Imagem Que Falta), que Ilda traz agora ao Rio.

Como se não bastasse, três figuras exponenciais, do documentário como da ficção, também lançam seus novos trabalhos no gênero - Marcel Ophuls (Un Voyageur), Ken Loach (The Spirit of 45) e Werner Herzog (From One Second to the Next). Por se tratar de uma safra tão significativa, o Festival do Rio reuniu-os na mostra especial Panorama - Grandes Documentaristas. Pegando carona em Herzog, o festival também põe o foco na produção alemã contemporânea, exibindo filmes que dificilmente chegariam ao mercado brasileiro. E haverá uma retrospectiva do norte-americano Paul Schrader, incluindo o erótico The Canyons, com Lindsay Lohan e o astro pornô James Deen, que acaba de passar, fora de concurso, no Festival de Veneza.

Mas é a Première Brasil que chama a atenção. Serão 11 filmes na mostra competitiva, disputando os cobiçados Redentores (veja a lista acima). Sete terão sua primeira exibição mundial no Rio. Dois vão passar antes no Festival de Toronto, ainda em setembro - De Menor e O Lobo Atrás da Porta. E dois - Tatuagem e Os Amigos, de Lina Chamie - já concorreram em Gramado. Ilda Santiago destaca um aspecto não negligenciável da seleção - a Première Brasil de 2013 mistura filmes de autores veteranos com outros de estreantes. Todas as gerações de cineastas do Brasil se encontram no Rio. A competição de documentários, terá oito longas - A Farra do Circo, de Roberto Berliner e Pedro Bronz; A Gente, de Aly Muritiba; Cativas, Presas pelo Coração, de Joana Nin; Cidade de Deus - 10 Anos Depois, de Cavi Borges e Luciano Vidigal; Conversa com JH, de Ernesto Rodrigues; Damas do Samba, de Susanna Lira; Fla - Flu, de Renato Terra; e Histórias de Arcanjo - Um Documentário Sobre Tim Lopes, de Guilherme Azevedo (o único que já foi exibido antes, no Festival de Cinema Brasileiro de Paris).

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