Alternativa fashion

São Paulo Fashion Week começa hoje e sinaliza a busca do setor por novos caminhos de sobrevivência

FLAVIA GUERRA, VALÉRIA FRANÇA, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2012 | 03h08

Em tempos em que fast fashion, prêt-à-porter passaram a fazer parte do vocabulário do brasileiro, até os menos fashion já sabem que a cada seis meses as principais semanas de moda do País desfilam nas passarelas o que vai se usar, comentar e desfilar nas ruas na próxima estação. Menos de uma semana depois do encerramento do Fashion Rio, hoje é dia de a São Paulo abrir as portas de sua semana de moda e mostrar o que de melhor os estilistas brasileiros têm a propor para o inverno no Hemisfério Sul.

Como manda a tradição, estão também em pauta as celebridades e tops que desfilam, as grifes que entram e saem do calendário, as tendências... E esta 32.ª edição não deve ser diferente. A semana começa com a passagem da top inglesa Rosie Huntington-Whiteley pela passarela da Animale, que substitui a brasileira Raquel Zimmermann.

A SPFW começa também com a missão de discutir o universo criativo. Nada mais oportuno. A moda hoje conclama o fim das tendências. E a única tendência é a não tendência. Isso vale também pela própria forma de se mostrar a moda. A sagrada passarela já não é obrigatória. Cada vez mais estilistas encontram formas alternativas de mostrar suas coleções. Pedro Lourenço exibe sua coleção em evento paralelo para jornalistas e profissionais, Paula Raia, em junho, desfilou em sua casa; a Iódice, que em São Paulo desfila na passarela, opta por realizar evento semelhante ao de Pedro em Nova York. Alguns optam até por não desfilar, como fazem nesta edição Reserva, Paula Raia e Ronaldo Fraga, que em fins de 2011, causou alvoroço ao decretar o fim da moda. Pelo menos como a conhecemos. Que venha a nova moda!

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