Altas Horas salta de fuso nas férias

Serginho Groisman atua no Cirque du Soleil no programa de hoje e se prepara para entrar no ar mais cedo, em julho

O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2013 | 02h11

Ao encontrar seu ex-funcionário na entrega do lendário Troféu Imprensa, dois meses atrás, Silvio Santos se espantou ao ouvir de Serginho Groisman que o seu programa na Globo vai ao ar por volta de 1 h, 1h30 da manhã, de sábado para o domingo. "Xiiii, nesse horário, não sei não, isso não vai longe", arriscou o ex-patrão. Mal sabe ele que o Altas Horas emplaca bom cartaz nessa faixa há pelo menos 13 anos. E, em julho, por obra das férias, e pela primeira vez nesses 13 anos, o Altas Horas não será em horas tão altas assim. Ganhará uma vaga mais cedo na programação: 23h30.

Para quem se apresenta na madrugada, 11 e meia da noite é um bônus e tanto. O Altas Horas já pisou nesse terreno das 23 h e pouco, ocasionalmente, em função de um ou outro evento de UFC. Em todas as vezes em que isso ocorreu, o programa se beneficiou de uma audiência maior, em horário que, evidentemente, o número de televisores ligados é maior.

"Perguntaram o que eu achava. Eu disse: 'Acho ótimo', claro", disse Serginho ao Estado. Não há, para tanto, a ansiedade de lançar novos quadros. A ideia é investir na clássica identidade do programa, que tem revezado novos quadros e propostas no ar. Uma delas é acompanhar o perrengue a que fãs se submetem para ficar perto de seus ídolos. Outra é promover entrevistas no próprio cenário do programa, com a presença de familiares do entrevistado. "Fizemos com o Fábio Júnior e todos os filhos dele. No fim de semana, trouxemos o Rubinho Barrichello e o pai dele: acaba ficando uma entrevista mais afetiva", analisa.

Picadeiro. Mas se julho não prevê saltos ornamentais na receita trivial do Altas Horas, a edição que vai ao ar logo mais foge completamente a tudo que se conhece de Serginho e seu cenário. Hoje é dia de circo, em edição inteiramente gravada no Cirque du Soleil, tendo o próprio Serginho no papel principal do espetáculo.

Habitué daquela plateia - todo ano o apresentador vai até lá e registra o show da vez para o Altas Horas -, Serginho foi, agora, convidado a entrar em cena. E ensaiou um bocado, sim. E submeteu-se a provas de figurino, sim. E consumiu 50 minutos só com o processo de maquiagem, por que não? O resultado foi a chance de sobrevoar a plateia, ao final, com uma bicicleta suspensa por cabos de aço, a 10 metros do chão. "Eu me arrepiei todo", ele conta.

Em um enredo que narra o tributo a um palhaço que está morrendo, Serginho se desdobra entre o arlequim, um anjo e o palhaço principal, em números que só não incluíram trapézio. "Fiquei muito feliz mesmo, foi incrível." A edição será entrecortada por reportagens sobre os bastidores do Cirque - como a escola formalmente mantida para as crianças que acompanham seus pais nas viagens pelo mundo e as 25 nacionalidades presentes no elenco - mais cenas do espetáculo em si e show do Skank, convidado para a ocasião. O Altas Horas da próxima semana reserva mais reportagens de bastidores do circo.

"Foram duas semanas de ensaio. Eles são muito rígidos, muito disciplinados. Para cada meia hora de ensaio em cada número, eles me davam 15 minutos, mas tudo valeu muito a pena." / C.P.

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