Alice, Marcela e a aposta que tem dado certo

Crítica Luiz Carlos Merten

O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2012 | 02h08

Ingrid Guimarães, o diretor Roberto Santucci e a produtora Marisa Leão reiteram que De Pernas pro Ar 2 não surgiu somente para capitalizar o sucesso do primeiro filme. Santucci, definidas as personagens, queria dar continuidade à história. Marisa queria caprichar na embalagem, investindo mais no formato comédia romântica. E Ingrid sonhava com uma Alice embasada na vida familiar.

Todos atingiram seus objetivos e o filme é melhor, mais caprichado, até mais divertido do que o primeiro. É verdade que não é bem o tipo de filme que agrada aos críticos, mas não há nada de errado em se divertir com Alice, Marcela (Maria Paula) e suas novas aventuras em Nova York.

Talvez o aspecto mais interessante de De Pernas pro Ar 2 é uma certa ideia que o filme reforça. Todo mundo sabe que o cinema brasileiro vive de ciclos e que a consolidação de uma indústria volta e meia sofre sobressaltos. Os números não têm sido bons, de maneira geral, após o estouro de Tropa de Elite 2, de José Padilha, que bateu o recorde histórico do cinema brasileiro. As bilheterias seguem para baixo, com exceções.

A Globo e os exibidores fazem campanha maciça por De Pernas 2. O Brasil segue uma tendência consagrada de Hollywood - as sequências. Tropa 2, De Pernas 2 e também Se Eu Fosse Você 2 e Até Que a Sorte nos Separe 2. Com exceção do último, que é ainda apenas uma promessa, todos os demais são melhores que o original. Quando não estouram nas bilheteria, os filmes grandes ganham uma sobrevida na TV - Xingu, de Cao Hamburger, Gonzaga, de Breno Silveira. A roda do cinema brasileiro anda, a atividade se consolida. Uma indústria, enfim?

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