Algumas dicas úteis para 2014

Lollapalooza ficou devendo mesmo em qualidade de som este ano

O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2013 | 02h08

Chope a R$ 8, comida cara e fila de uma hora no banheiro já são clichês sedimentados em qualquer festival de rock, mas nunca é demais chiar de novo. Quem sabe isso muda já que a edição de 2014 já está acertada para os dias 18, 19 e 20 de abril.

Afora essa ressalva sempre fundamental, o Lollapalooza ficou devendo mesmo em qualidade de som este ano. O palco mais prejudicado foi o Alternativo, mas o palco Butantã alternou bons e maus momentos: foi ótimo para Of Monsters and Men, foi péssimo para o Cake e o Foals. O vazamento do som da tenda eletrônica prejudicou algumas bandas orgânicas.

O palco Kidzapalooza, que recebeu cerca de 1,2 mil crianças, talvez possa ser acomodado em um local mais reservado, porque o barulho dos palcos grandes encobre o esforço dos artistas que se apresentam ali. Talvez nas áreas mais externas ao corpo principal do Jockey.

A organização precisa também equacionar melhor o uso das "pillas", o dinheiro do festival (R$ 4 reais cada): nos dois primeiros dias, o fã foi informado que as fichas não valem para todos os dias, então as pessoas se obrigaram a gastá-las alucinadamente quando começava a acabar o festival (se sobrasse no bolso, seria prejuízo para o espectador, o que não é justo). Isso precisa ser melhor explicado.

Públicos de até 60 mil pessoas por noite no Jockey Club são um pouco exagerados. Umas 40 mil pessoas por noite dariam bom espaço de circulação, o espectador poderia ouvir e assistir ao seu concerto com algum conforto.

Quanto ao transporte, poucos locais de shows na cidade são tão acessíveis quanto o Jockey Club. Mas a fila de ônibus e táxis na saída poderia ser melhorada, para facilitar a saída após o passageiro conseguir uma condução.

O público reclamou do "cheiro de estrume" que surgiu depois que a lama macerou a grama no primeiro dia do festival. Bom, considerando-se que o Rio Pinheiros corre ali pertinho todos os dias, também não foi assim essa tragédia, convenhamos. "Festival sem lama não é festival", disse Brandon Flowers, do Killers.

Entre as coisas que funcionaram bem, está a migração de shows para outros palcos da cidade, como o Cine Joia e o palco Grajaú (que recebeu cerca de 2 mil pessoas). Claro que essa estratégia serve para potencializar o lucro da organização, mas também permite que se veja em espaços mais intimistas alguns shows que se perdem em megaeventos. É quase unânime, por exemplo, que o Hot Chip foi infinitamente superior no Cine Joia.

Segundo a organização, 167 mil pessoas foram ao Jockey Clube nos três dias do evento: 52 mil no primeiro dia, 55 mil no segundo e 60 mil no último. A cobertura, pelo Multishow, permitiu o acompanhamento de quem não pode ir. Lá dentro, mais de 300 jornalistas credenciados cobriram o festival. / PARTICIPARAM DA COBERTURA JOTABÊ MEDEIROS, JULIO MARIA, ROBERTO NASCIMENTO E JOÃO PAULO CARVALHO DE ASSIS

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