Aldrich, numa poderosa metáfora da violência americana

Em 1964, Robert Aldrich realizou um filme chamado O Vôo do Fênix, sobre avião que sofre acidente e a tripulação o reconstrói, para voar de volta à civilização. O mito da Fênix, renascendo das cinzas, aplica-se ao próprio diretor. Aldrich surgiu em Hollywood, nos anos 50, e imediatamente seduziu os críticos e o público com um conjunto de obras notáveis. Seguiu-se uma fase ruim, mas ele renasceu e, de alguma forma, refez como espetáculos seus grandes filmes anteriores. Em 1973, logo após o poderoso western A Vingança de Ulzana, ele dirigiu O Imperador do Norte, que passa de madrugada, na Globo. Existem vestígios de Jack London nesta história que se passa durante a depressão econômica dos anos 30, sobre o embate entre um vagabundo que viaja de graça nos trens e o guarda que o jura de morte. Aldrich criou um relato fortemente simbólico, ao qual imprimiu sua ´pata´ de grande diretor de ação. Toda a trama converge para o duelo de machado, no alto do trem. É eletrizante, como só Aldrich sabia fazer. O Imperador do Norte. 3h20 na Globo. (Emperor of the North). EUA, 1973. Direção de Robert Aldrich, com Lee Marvin, Ernest Borgnine, Keith Carradine, Charles Tyner, Simon Oakland, Elisha Cook. Reprise, colorido, 118 min. Em plena depressão econômica dos anos 30, o brutal guarda de trens Ernest Borgnine anuncia que vai matar qualquer vagabundo que ouse viajar de graça em sua locomotiva. Lee Marvin é o desempregado que assume o desafio.

Agencia Estado,

10 Novembro 2006 | 14h08

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