Álbum é mais abstrato e, de novo, fundamental

Mais e melhores abstrações. Menos e mais rarefeitas melodias. Claustrofobia aqui, planícies sem fim ali. Batidas que quebram nos ouvidos como se alguém estivesse esmagando com os pés um milhão de besouros gordos.

, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2011 | 00h00

Perto do novo álbum do Radiohead, o anterior, In Rainbows, era ainda figurativo. Esse aqui é puro Malevich, é o suprematismo russo - e traz o Radiohead de volta à sua seara mais viajandona, que teve eco em The Bends, Kid A e OK Computer. Thom Yorke e seus partners parecem conciliar extremos. Depois da primeira audição, o crítico do Guardian, Tim Jonze, disse que parecia pisar num chão novo. Som de pássaros, o atabaque e o acorde solitário no início de Give Up the Ghost parecem remeter ao som sagrado de Nusrat Fateh Ali Khan. Codex é Pink Floyd com Aphex Twin. Não é à toa que são os melhores. A eternidade já os abraça.

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