Álbum de figurinhas 'Amar é' ganha nova versão

Conhecer a pessoa dos sonhos pode ser prejudicial à saúde, pois causa frio na barriga, tremedeira nas pernas e, muitas vezes, um incompreensível ataque de criatividade. Tomados pelos sintomas, os enamorados se tornam imediatamente poetas discutíveis ou cantores de gosto duvidoso. Um desses surtos de talento promovidos pela ''paixonite aguda'' rendeu Amar é..., álbum de figurinhas que conquistou gerações e acaba de ganhar nova versão, que já está nas bancas de São Paulo. Os americanos Robert e Kim Casali estavam no auge de seu amor quando criaram o casal de peladinhos. Eles começaram a despejar suas mensagens açucaradas no jornal Los Angeles Times, na década de 70, e logo se tornaram uma febre. Amar é... chegou ao Brasil e, poucos anos depois, se tornou item obrigatório para a felicidade de qualquer menina."Minha primeira lembrança com o álbum é de quando eu tinha uns 5, 6 anos e comecei a colecionar as figurinhas", conta a estudante de psicologia Carolline Rangel, 22 anos, que mesmo depois de adulta não perdeu o gosto pelo casalzinho. Ela colecionou e guardou todos os álbuns que surgiram desde então. "Também tenho as edições de 1993, 1996, 2005 e comecei a comprar as figurinhas do álbum atual."Assim como a estudante, que não vê problemas em colecionar figurinhas, "pois são um resgate da infância", o farmacêutico Marcos Pelliciari, 37 anos, também não se envergonha de ser fã incondicional dos peladinhos românticos. Ele gosta tanto das mensagens da dupla que criou uma comunidade no site Orkut para celebrá-las. "Os álbuns de figurinhas eram tão cultuados como hoje são o joguinhos de vídeo game."Pelliciari lembra que os outros meninos demoraram para entender sua tática com as mulheres. "Como eu era muito tímido, utilizava as figurinhas Amar É... como um cupido. Os garotos não se conformavam, mas muitos deles aderiram à estratégia quando perceberam que eu estava ficando popular entre as garotas." As informações são do Jornal da Tarde

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