Marcos Bizzotto/AE
Marcos Bizzotto/AE

Albano Afonso

Artista plástico paulistano que despontou na geração 90, ele lança em maio livro sobre sua produção recente, incluindo a obra que exibiu na 29.ª bienal

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

10 Abril 2011 | 00h00

Você participou no ano passado, pela primeira vez, de uma Bienal de São Paulo. Dá já para avaliar a experiência?

É engraçado. A exposição é muito grande. Então, estou tendo mais retorno agora das pessoas que viram e começam a comentar. E eu também, quando acabei a montagem do trabalho na Bienal, comecei a fazer 0 livro (sobre seu trabalho).

O livro trata apenas da obra produzida na Bienal?

Ele começa com o trabalho da Bienal, mas em boa parte trata da questão da paisagem, que apresentei pela primeira vez em 2008. Fiz uma exposição com a Sandra (Sandra Cinto, artista e sua companheira) na Casa Triângulo, mas também no Rio e depois na Espanha. É a série com fotografias de parques e luzes.

Existia antes da exposição a ideia de fazer uma publicação sobre sua produção? Quando vai ser lançado?

É um livro feito pela editora Dardo (espanhola). O primeiro livro que eles fizeram foi sobre meu trabalho, em 2005. Era um projeto experimental e esgotou a edição. E agora, para comemorar os cinco anos da editora, eles queriam produzir um novo livro legal ou fazer uma reedição do outro. O projeto surgiu antes da Bienal, mas pensamos depois que seria legal também fotografar as obras na exposição. Tem textos do Josué Mattos, do David Barros (crítico e editor da Dardo) e do Paulo Reis. E pedi para fazer a edição do livro, pensei a sequência de imagens, as páginas. Nesse processo, revi um monte de trabalhos, foi um balanço crítico para mim mesmo, do que produzi de 2007 para cá. Foi divertido, mas não saí do computador. Foram dois meses inteiros! Primeiro, já fizemos um lançamento do livro na Arco (feira de Madri, em fevereiro), agora vamos fazer outro na SP-Arte (feira de São Paulo, em maio).

Você integra a mostra Projeto Ideal até 26 de junho no Centro Cultural São Paulo. Está com planos futuros?

Projeto Ideal foi uma iniciativa dos próprios artistas participantes, todos amigos (entre eles, Carlos Garaicoa e Santiago Serra). Montamos a mostra e fizemos o projeto, uma maneira de não ficar à mercê da instituição. E usamos apenas R$ 7,5 mil. Queremos fazê-la circular. E também, talvez eu faça uma grande individual minha em 2012.

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