Alagado argentino é destaque do "Globo Repórter"

Na tevê aberta, a boa pedida de hoje é conhecer o Esteros de Iberá, um gigantesco alagado argentino a 800 km de Buenos Aires, que é a atração do Globo Repórter, logo depois de Porto dos Milagres. Cerca de 30 mil pequenos canais formados por água e vegetação espalham-se por um milhão e quatrocentos mil hectares do alagado, que foram explorados pelo repórter Ciro Porto e a equipe do programa."Não se pode usar o pantanal matogrossense como referência porque as características diferem muito", explica Silvia Sayão, editora-chefe do Globo Repórter. Surgido de uma depressão - há pontos em que a profundidade atinge 16 metros - , a enorme quantidade de água acumulada no alagado argentino se transforma em nascente de rios, diferentemente do pantanal matogrossense, que é regado por rios. "A água límpida é outro diferencial, e especialmente interessante para filmar." Graças à falta de poluição e lama, foi possível captar imagens inéditas na tevê, como o baile nupcial dos peixes e o momento exato da fecundação.Para se locomover e garantir ângulos privilegiados, a equipe do programa utilizou um barco voador: "Parece estranho, mas existe. É um bote com motor em que se adapta a uma asa delta e, quando a gente acelera, ele levanta vôo. Essa versatilidade nos rendeu imagens maravilhosas." Os telespectadores conhecerão cervos e cavalos selvagens, lontras - cujas acrobacias debaixo d´água foram registradas, e uma macaca bugio, que não estranha a presença do homem e come um figo oferecido pelo repórter.

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