Al Gore recebe prêmio especial no Emmy Internacional

Brasil, que tinha sete indicações, saiu de mãos abanando; Reino Unido é o grande vencedor

Charles J. Gans, da Associated Press,

20 de novembro de 2007 | 15h51

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, somou mais uma conquista em seus esforços para conter o aquecimento global. Após um Oscar (pelo documentário Uma Verdade Inconveniente) e o Nobel da Paz, Gore recebeu o maior prêmio na cerimônia de entrega do 35.º Emmy Internacional, que foi realizada na segunda-feira, 19, em Nova York. O Brasil, que era uma das grandes apostas, com sete indicações, saiu sem nenhum prêmio.   O Emmy Internacional premia as melhores produções televisivas feitas fora dos Estados Unidos.   Ao receber o Prêmio Fundadores do Emmy Internacional das mãos do ator e diretor Robert de Niro, Gore pediu à comunidade mundial televisiva para que ajude a criar uma consciência sobre a crise climática antes que seja tarde demais.   Com ironia, De Niro afirmou que Gore "dedicou sua vida ao serviço público", e seguiu fazendo isso "após ser eleito presidente em 2000 e perder o cargo por causa dos votos da Suprema Corte". Ainda segundo o ator, o premiado "utilizou sua posição como um dirigente mundial para exercer uma influência enorme".   "Quando uma figura internacional ou um chefe de Estado sai em apoio à luta contra o aquecimento global, ao vê-lo de perto encontramos Al Gore atrás dele, o empurrando", elogiou De Niro.   Gore enviou uma mensagem especial aos executivos, produtores, atores e apresentadores de TV de várias partes do mundo: "A crise climática é o maior desafio enfrentado pela civilização humana até agora. Porém ainda temos tempo para solucioná-lo. Este meio poderoso e grandioso que é a televisão pode fazer parte desta solução, pois os canais de todo o mundo que estão aqui representados podem ajudar a difundir a voz enquanto houver tempo".   O prêmio foi dado ao ex-vice-presidente também como reconhecimento por sua participação como co-presidente e co-fundador da rede de televisão Current TV, que transmite vídeos de espectadores na maior parte da programação.   Premiação   O Reino Unido foi o país com maior número de nomeações, seguido por Brasil e Japão. Das nove indicações britânicas, o país garantiu sete prêmios.  O Brasil, apesar de ter batido seu recorde nas indicações, com sete ao todo, não levou nenhum prêmio.   Entre os indicados estava o ator Lázaro Ramos, que concorreu na categoria melhor ator pelo personagem Foguinho, da novela Cobras e Lagartos, e Lília Cabral, que com sua atuação como a vilã Marta, na novela Páginas da vida, concorreu ao prêmio de melhor atriz.   Veja, abaixo, os vencedores do Emmy Internacional:   Programa de artes: Simon Schama's Power of Art: Bernini (Reino Unido)   Melhor ator: Pierre Bokma, por The Chosen One (Holanda), e Jim Broadbent, por The Street (Reino Unido)   Melhor atriz: Muriel Robin, por Marie Besnard - The Poisoner (França)   Melhor programa infanto-juvenil: The Magic Tree (Polônia)   Melhor série de comédia: Little Britain Abroad (Reino Unido)   Melhor série dramática: The Street (Reino Unido)   Melhor documentário: Stephen Fry - The Secret Life of the Manic Depressive (Reino Unido)   Melhor reality-show: How Do You Solve A Problem Like Maria? (Reino Unido)   Melhor filme de TV/mini-série: Death of a President (Reino Unido)   Melhor transmissão do Dia Internacional da Criança: From South to North, From East to West, Thailand ICDB-Unite for Children, Unite Against AIDS (Tailândia)   Direção: Patrick Le Lay   Fundadores do Emmy: Al Gore

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