Ajudante é expert em reviravoltas

Quando a novela Xica da Silva estourou, em 1997, nas telas da Manchete, o País se perguntava quem seria Adamo Angel, o autor da trama. A imprensa passou meses tentando descobrir quem escrevia as histórias picantes, protagonizadas pela estreante Taís Araújo, sobre uma escrava que virava rainha. Por conta de um contrato no SBT, Walcyr Carrasco, jornalista e dramaturgo, ficou um bom tempo atrás do pseudônimo esquisito. Walcyr Carrasco iniciou sua carreira como jornalista. Algum tempo depois, passou a escrever para o teatro. Batom (peça que lançou Ana Paula Arósio como atriz), e Êxtase foram sucessos de público. Walcyr Carrasco também escreveu vários livros infanto-juvenis, entre eles, Vida de Droga, baseado em experiências de dependentes, como o ex-Polegar Rafael Ilha, e O Anjo Linguarudo. Na televisão, o autor escreveu, em 1991, as minisséries O Guarani e Filhos do Sol, para a Manchete, antes de estourar em 1997 com Xica da Silva. A partir daquele ano, Walcyr Carrasco alcançou um lugar entre os conceituados autores da televisão. No ano seguinte, voltou ao SBT, onde escreveu Fascinação (que revelou Regiane Alves). Na Globo, em 93, trabalhou como colaborador na série Retrato de Mulher, em que Regina Duarte contracenou pela primeira vez com sua filha Gabriela. A novela das seis O Cravo e a Rosa, um dos maiores sucessos da Globo de 2000, foi sua primeira novela na emissora. Mas depois veio A Padroeira, em 2001, como Esperança, cheia de reviravoltas na trama e percalços com a produção. O maior deles, a morte do diretor Walter Avancini

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