Ainda é cedo

Somos Tão Jovens retrata a juventude e transformação de Renato Manfredini Jr. em Renato Russo

FLAVIA GUERRA, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2013 | 02h08

"Ele era o Renato Manfredini Jr. Era o professor Manfredo, que dava aulas de inglês. Era Jack Russel. Era o Renato Russo. Condensar tudo isso foi muito delicado." Assim o ator Thiago Mendonça bem definiu o personagem a que dá vida em Somos Tão Jovens, filme que estreia amanhã com a espectativa de levar legiões para assistir no cinema à cinebiografia de Renato Russo.

Longe de ser o retrato do mito da música brasileira em que o garoto de Brasília se tornou, o filme é um recorte dos anos que precederam a fama e a criação da Legião Urbana. "É um registro da formação do Renato, das questões da juventude, do nascimento da cena musical de Brasília que criou bandas como Aborto Elétrico, Capital Inicial e tantas outras", comenta o diretor Antônio Carlos da Fontoura, responsável por levar a história para as telas. "O mais bacana foi descobrir um menino se inventando, um rito de passagem, a jornada do herói, que tem um sonho e que parte nesta direção. E que tem dúvidas, se questiona", conta o cineasta que, aos 74 anos, não fez parte da geração que cresceu ouvindo Legião em seu auge nos anos 80 e 90. "Mas eu sempre soube de sua importância. E me surpreendo como os jovens de hoje, que também não cresceram com a Legião, descobrem a banda e são prova de como Renato continua atual."

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